21/Julho - Dia 70 – Ottawa a Carillon
Dia 70 – Ottawa a Carillon
Distância: 102,00km
Dist. Acum.: 5682,00 km
Acordei as 6h30 e comecei a arrumar minhas coisas. Coloquei tudo nas malas e tomei café da manhã com Marcel e Susan. Eles foram muito bacanas e me fizeram sandwiches para eu comer no almoço. Marcel comentou que não era bom eu pedalar dentro da cidade na segunda-feira naquele horário, pois os motoristas de Ottawa não são dos melhores. Ele resolveu me dar uma carona até o Ferry em Cumberland, que fica há uns 20 kms da casa dele.
Chegamos no porto e peguei o ferry para o lado de Quebec. Essa seria uma experiência ainda mais nova, pois em Quebec a língua oficial é o francês e dependendo do lugar, as pessoas não falam inglês. Mas, como o caminho percorre toda a fronteira entre a província de Quebec e a província de Ontario, supus que as pessoas fossem bilingues.
Minha suposição foi por água abaixo quando eu fui perguntar por direções para a primeira senhora, há 100 metros do ferry. Ela só falava francês. Me virei com meu francês de 10 anos atrás (quando tive aula no colégio) e consegui o caminho que eu queria.
Pouco mais pra frente parei num restaurante pequeno para abastecer minhas garrafas d’água e mais um susto. As pessoas só falavam francês. Bom, aí eu me dei conta que não estava mais numa região que eu conseguiria me virar fácil e que talvês teria dificuldades para conseguir as coisas que eu precisarei.
Continuei no pedal e 40 minutos depois conheci James, senhor que estava começando sua viagem de bicicleta hoje. Ele vai de Ottawa a Halifax. É aposentado, viajou mais de ano de moto, para tudo quanto é lugar na américa do norte e agora resolveu mudar o estilo de viagem. Ele estava bastante entusiasmado com a viagem e paramos para tomar um café e conversarmos um pouco.
Seguimos juntos por mais 40 kms e nos separamos em Grenville. Ele foi para Ontario novamente, num camping que ele queria ficar. Eu fui para a casa de informações turísticas para pegar informações mais detalhadas e acabei ficando lá por uns 40 minutos conversando com o rapaz que trabalha lá. Muito simpático o garoto e muito interessado no Brasil, me fez muitas perguntas bacanas. Segui meu caminho pelo lado Quebecano e deixei a sorte me guiar para achar as pessoas bilingues.
A estrada era pequena e cada metro que passava as casas foram ficando maiores e mais requintadas. Todas a beira do rio e com lanchas e carrões na garagem. Grandes árvores em ambos os lados da estrada faziam bastante sombra para afastar o calor e deixar o cenário mais interessante. Não demorou muito para aparecerem as áreas delimitadas para oc ciclistas e mais pra frente as ciclovias. James me mostrou no seu livro de mapas para cicloturistas de quebec que, só na província de Quebec tem mais de 750 kms de ciclovia. Woow.. pense! Seguro demais para os ciclistas.
Cheguei numa cidade chamada Carillon e parei para pedir informações sobre o centro e o que encontraria lá. Felizmente a senhora para a qual pedi informação falava inglês (não muito bem, mas falava), e o lugar que eu estava era um camping. O dia estava lindo, tinha um belo rio do lado do camping e eu pensei: por que não ficar no camping hoje e aproveitar o dia. Afinal já eram 17h e logo mais eu teria que parar mesmo. Já tinha pedalado meu 100 e poucos kms do dia e estavam suficientes.
Muito bem, comi 2 sorvetes na lojinha e fui armar minha barraca. No site ao lado do meu, uma familia estava acampando. Mulher, marido, 2 filhos, irmão e cunhada com os 2 sobrinhos. Logo que eu cheguei com a bicicleta, já começaram a me perguntar um monte de coisa em francês. Respondi em francês que eu era brasileiro e meu francês é muito fraco, se eles poderiam falar em inglês comigo. Bom, apenas a mulher e o irmão falavam inglês e eles traduziam tudo o que eu não entendia do francês para mim.
Na hora de montar a barraca as 4 crianças vieram me ajudar. Logo comecei a montar minhas coisas para fazer a janta, mas na sequência já me convidaram para que eu jantasse com eles. Já tinham até feito meu prato. Jantei com todos e foi muito interessante. Eu acho muito legal ouvir as pessoas falarem o francês, mesmo quando eu não entendo muito. É bom para treinar o ouvido e, acho que em breve, devo lembrar de muita coisa das minhas aulas de colégio.
Depois da janta tomei um banho de 5 minutos. Como eu sei que eram 5 minutos? Tive que pagar 1 dolar para tomar um banho de 5 minutos. Hahaha. Me ensaboei rapidinho com a água potável que eu tinha, coloquei a moeda, apertei o botão e tomei um banho quentinho. Logo depois fui conversar com o pessoal e mostrei umas fotos do Brasil e da viagem. Em seguida fui para a barraca escrever e dormir.
Oi Fefe…
Que saudades do seu blog..desde Regina que eu não lia e tive que ler tão rápido qto vc pedala para poder te alcançar rsrs
Em cada post uma vontade de comentar, mas decidi fazer td de uma vez…ri com vc no restaurante japones e no Karaoke de Regina (que brega) kk e senti mta raiva da menina maldosa com os cães (que idiota), mas enfim vc deve estar vendo tantas coisas mais por ai que imagino não dá para postar..quem sabe escrever um livro depois hã hã (projetão)..por enquanto, continuo por aqui te desejando mtas coisas boas e aumentando a saudade…saudade da sua alegria contagiante, do seu sorriso e do abraço (claro)…mas com a certeza que terão mtas histórias para serem detalhadas na sua volta ou reencontro em algum lugar por ai…bjos e se cuida Cocoracao!