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Archive for May, 2009

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May 31st, 2009

Fala pessoal… está cada vez mais difícil atualizar o site, principalmente com as fotos.

Cada dia que passa temos que acordar mais cedo, pois estamos em um trecho de subidas, muitas subidas, e o dia fica muito mais longo. Logo passa.

Hoje estamos em Jasper e eu ainda não escrevi sobre o que aconteceu hoje. Preferi colocar os textos antigos no ar antes de ir dormir, mas logo logo vcs descobrem como chegamos aqui.

Amanhã vamos seguir em direção a Lake Louise denovo, e os primeiros 115 km são de subida. Vamos finalmente chegar nos 2 mil metros de altitude (2x).

Assim que der eu coloco as fotos novas e lindas do Lake Louise (congelado ainda), entre outras novidades.

Se cuidem.

Beijos

L.Felipe Preparativos

30/Maio - Dia 19 – Golden a Lake Louise

May 31st, 2009

Dia 19 – Golden –  Lake Louise
Distância: 92,6 km
Dist. Acum.: 1138,24 km
Tempo: -

Nossa, hoje de manhã eu estava com muita preguiça de pedalar. Tinha dormido pouco, pois fazia tempo que não escrevia no diário. 6h30 da manhã acordamos e 7h10 já estávamos com tudo pronto pra pedalar. Na casa da Darlene todos estavam dormindo e resolvemos deixar uma carta de agradecimento por tudo que ela havia feito pela gente e desculpas por não esperar ela acordar.

Seguimos e subimos a montanha novamente. Alí começava a “10 mile hill”, ou seja, montanha de 10 milhas (ou 16 km). Realmente é muito comprida e quase não tem descidas e retas no meio para embalar. Pelo menos o vento estava a nosso favor (em inglês, vento a favor chama Tail Wind). No topo da montanha dava pra ver o trem passando lá embaixo. Bem alto.

Depois dessa subidona, passamos por um trecho de falsos-planos, que subiam sem você perceber. O mais interessante dessa estrada como um todo é que ela é inteira recortada e vai beirando as montanhas, então tem montanha para todos os lados, como se a gente estivesse num vale. Essa região chama-se Kicking Horse Mountain e o rio que beira a estrada chama-se Kicking Horse River (kicking horse = chutando o cavalo). A região tem esse nome porque os exploradores e viajantes que passavam a cavalo aqui tinham que chutar muito os cavalos para subir essas montanhas íngremes.

Depois de tanto chutar os cavalos, os canadenses resolveram construir o trem, mas o trem não conseguia subir as montanhas, pois elas são realmente íngremes, então em 1909 eles inauguraram o tunel em espiral. (???) pois é, esse tunel é um espiral dentro da montanha, que faz a subida ser mais gradual. É tipo um 8, e tem um trecho da estrada que a gente consegue ver uma parte desse tunel. A gente vê o trem em 3 partes diferentes da montanha. É impressionante pensar que em 1909 o pessoal aqui usou tal engenharia para levar o trem de um lado para o outro (ou de baixo para cima).

Para vermos esse tunel precisamo subir a subida mais ingreme e longa de todas até agora. Mas o engraçado é que não foi a mais difícil, pois tinhamos 2 fatores a nosso favor: vento e força. O vento sobrava bem forte a nosso favor (para o leste) e nós estamos cada vez mais condicionados a pedalar.

No topo da montanha tem um lago muito bacana e uma reta mais bacana ainda. Fazia tempo que não pedalávamos na reta e depois de 70km de subida, essa reta parecia descida. ;) . Eu estava pedalando do lado do Nelson e percebi que tinha um monte de fuligem no chão, mas não sabia de onde vinha. Muito estranho. Olhei um pouco mais e vi que eram pernilongos gigantes e gordos. Tinha uns 60 em volta do Nelson e mais uns 60 em volta de mim. Olhei para cima e vi mais outros 60. Fiquei impressionado como pernilongos podem voar a 25km/h mirando o alvo (carne nova) e acertando. Tomei algumas picadas.
Pouco depois desse evento com insetos, chegamos em Lake Louise. É uma vila muito simpática e tem muito jovem nas casas da vila. Acho que eles devem trabalhar nos hoteis e comércio da região. Vimos que não teria lugar para acampar, a não ser o camping. Chegando na cancela do camping, onde a gente paga, o atendente Julian olhou para mim e disse: “Oi Felipe, você é do Brasil, né?” (????) Eu só tinha falado oi para ele, mais nada. Pensei comigo: ? como asim o cara sabe meu nome e de onde eu vim? Me assustei a princípio, mas logo ele disse que a Silvia tentou me ligar (lembram da alemã que eu conheci na escola, que saiu de Vancouver para o Alaska? Então, ela veio para cá e está indo em direção a Jasper.), pois ela havia recebido um e-mail meu e descobriu que a gente estava um dia atrás dela.

Esse Julian é um cara muito simpático e já pedalou bastante no Brasil. Ele e a esposa pedalam sempre quando tiram férias por aqui. Eu disse para ele que ele tem muita sorte de casar com alguém que também gosta de viajar de bicicleta. É muito difícil encontrar alguém que goste desse tipo de coisa. Bom, conversamos um pouco e ele me disse que a Silvia ainda estava aqui em Lake Louise e nós poderiamos acampar no mesmo lugar que ela, dividindo as despesas.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

29/Maio - Dia 18 – Golden a … Golden

May 31st, 2009

Dia 18 – Golden – … Golden
Distância: 5,0 km
Dist. Acum.: 1045,64 km
Tempo: -

Acordamos cedinho, tomamos um belo café da manhã preparado pela Darlene e seguimos  viagem. Para sair da cidade temos que escalar um morro bem longo, dá uma preguiça danada. Kkk… Logo depois da escalada, percebemos que nossas rodas estavam fazendo um barulho bem estranho. Resolvemos parar para tentar arrumar.

Quem me conhece sabe que eu nasci pra ser mecânico. O Nelson, pelo jeito, tem o mesmo dom que eu. Resumo da ópera: foram 4 rodas tortas e fora de eixo..kkk. Tiramos as 4 rodas da bike e eu peguei carona na estrada para ir na bicicletaria da cidade de Golden, enquanto o Nelson cuidava das bikes (ou o que sobrou delas). Desci do carro do carona, e encontrei a Darlene na rua…  hahaha… ela foi comigo na bicicletaria e depois foi resgatar o Nelson e as bikes na estrada.

As rodas demoraram 4 horas pra ficarem prontas, e decidimos que era melhor ficar aqui mais uma noite. Gastamos 180 dolares para desentortar as rodas e 7 dolares por um eixo novo. Mão de obra aqui é muito cara, um absurdo. Demos um passeio na cidade, conhecemos a avó e a filha da Darlene, fizermos uma janta canadense e fomos ver como estavam as bikes. Eu regulei (mesmo) o câmbio, que as vezes me atormentava e o Nelson brigou com o freio traseiro.

A noite, enquanto arrumavávamos as bikes, o irmão da Darlene chegou com a esposa e filha. Conversamos pouco e eles foram dormir, assim como nós.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

28/Maio - Dia 17 – Glacier National Park a Golden

May 31st, 2009

Dia 17 – Glacier National Park – Golden
Distância: 57,0 km
Dist. Acum.: 1040,64 km
Tempo: -

Depois da noite glacial de ontem, seguimos em direção a Golden para comprar um novo colchão para mim e comprarmos mais comida. O caminho até Golden não tem novidades. Subida, descida, subida, descida, montanha, neve, gelo, rio. Paisagem magnifica, mas minha cabeça estava em como eu iria dormir na próxima noite, se eu não encontrasse o ditocujo do colchão.

Ao chegar na cidade, com pouco mais de 8 mil habitantes, ficamos impressionados novamente com a infra-estrutura da cidade. Sensacional. Fomos direto na biblioteca darmos notícias de vida para nossas famílias, já que fazia 3 dias que não tinhamos conexão com o mundo. Ficamos pouco menos de uma hora na internet, fomos comer e depois fomos comprar o colchão.

Achamos uma loja muito bacana, onde conheci o Michel, nascido em Quebec. Muito simpático, já havia conversado rapidamente conosco em frente ao restaurante e puxou assunto denovo nessa loja. Ele é instrutor de ski e é apaixonado pelo esporte. Nos deu umas dicas, trocamos contatos e ele entrou em contato com uns amigos em Quebec para nos receber. Tomara que dê certo, né.

Enquanto o Nelson foi enviar algumas coisas para o Brasil nos correios, eu continuei na loja e comprei o colchão e um cobertor (fleece), que vai dentro do saco de dormir. Sensacional. Melhor e mais barato do que comprar um saco de dormir para –5˚C.

Depois das compras de equipamentos e correios, fomos ao supermercado. Enquanto o Nelson comprava comida, eu dormia no lado de fora, cuidando das bicicletas. Kkk. Adoooro cuidar das bicicletas. Quando o Nelson chegou com muita comida, pegamos o suco e logo bebemos para hidratar. Ai ai.. que coisa ruim. Parecia produto de limpeza sem açúcar..kkkk.. peguei os sucos restantes (tinham vários da mesma marca) e fui trocar.

No caixa do supermercado, o atendente pediu meu documento para conferir com o cartão de débito e eu tirei meu passaporte brasileiro. Logo na sequência eu escuto: “É brasileiro, é?” em português. Eita.. tomei um susto.. kkk.. a moça que estava atras de mim no caixa era brasileira. Pense numa coincidência. Fomos ao encontro do Nelson e conversamos por mais de hora. Muito bacana a Adriana. Ela tirou uma foto conosco e falou que ia nos enviar. Só quero ver hein!

Seguimos para o camping, depois de tanto social na cidade decidimos que era melhor ficar aqui do que continuar no sol escaldante que estava fazendo. 500m antes do camping, uma moça que estava arrumando o jardim nos perguntou para onde estavamos indo, e explicamos toda a nossa viagem e o motivo. Na hora ela, Darlene, nos convidou para acamparmos em seu jardim. Juro. Era pra acontecer, não é possível.

Conversamos um monte, o Nelson fez um jantar meio brasileiro com tempero canadense e bebemos umas 2 cervejas para dormir. Testei o cobertor e o colchão. Nossa foi a melhor noite da viagem com aquele cobertor. Sensacional. Mesmo se faz muito calor de dia, a noite é bem gelada.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

27/Maio - Dia 16 – Mount Revelstoke Park a Glacier National Park

May 31st, 2009

Dia 16 – Mount Revelstoke Park – Glacier National Park
Distância: 92,0 km
Dist. Acum.: 983,64 km
Tempo: -

Ai ai… hoje teve mais subida, mais descida, mais subida. E ainda pegamos umas construções nos tuneis anti-avalanche. Kkk… sério, várias placas escrito “Avalanche Area”. Medo. Imagina, todo esse gelo derretendo nas montanhas do nosso lado e a gente alí, há 6 kmh na subida, frágeis em cima da magrela. Em alguns tuneis tinha uma chuva de gelo derretido, gelado pra caramba.

Hoje não teve muita novidade pela manhã.. foi muita subida e ponto. Depois de muito subir, chegamos em Roger Pass, lugar bem bonito, mas fechado por causa do excesso de neve na região. Lá tem um monumento com a bandeira de todas as províncias e tem uma caixa selada em 1985 dizendo que ela deverá ser aberta em 2085. Bem que eu queria estar nessa cerimônia pra ver o que tem dentro. Fiquei curioso.. ehehe.. O símbolo que tem no meio é o desenho de um esquilo e nós vimos um monte deles. Eles não tinham nenhum medo da gente.

A cada kilometro que se passava, as montanhas nos circundavam cada vez mais. E percebi que não teria escapatória. Vou ter que encarar as montanhas geladas de qualquer jeito. É incrível como é lindo ver de perto a grandiosidade dessas montanhas. A estrada é toda recortada para se adaptar a topografia das rochosas. Fiquei fascinado. Sem palavras.

Na hora do almoço, paramos em outra área de descanço (fechada por causa de neve) e cozinhamos lá mesmo. Tinha uma placa explicando a Destruição e a Criação. Coisas são destruidas pelas avalanches e pelas quedas de água causadas pelo derretimento da neve, mas muitas coisas são criadas quando o sol nasce, faz com que muitas flores e plantas crescam, trazendo muitos animais e diferentes tipos de frutas para a região, fechando o ciclo da vida.

Enquanto almoçavamos, chegaram 2 ciclistas de speed e conversaram conosco. Eles trabalham na Xerox canadense e estão cruzando o país contra o câncer, arrecadando dinheiro em alguns eventos promovidos pela Xerox, em todo o país. Sempre que eles chegam numa cidade, tem algo novo. Cruzamos com eles em dias anteriores, mas não sabiamos que eles estavam nessa mesma jornada que nós. Muita sorte e bons ventos para os 2.

A noite, cansados, muito cansados, tentamos achar um lugar para dormir. Estávamos no meio do Glacier National Park. Resumindo, no meio do nada. Só tem árvore e mata fechada para todos os cantos (sem contar as subidas e as descidas velozes e estressantes). Tentávamos achar um lugar para dormir. Qualquer canto ou pedaço de grama. Nada. Não tinha nada, só árvore.

Eis que depois de uma longa subida, bem no topo dela, tinha uma placa escrito: “Camping há 3 km”. Nossa, meu coração dava graças a Deus. Lógico que antes de chegar no parque, checamos todos os cantos que podiamos para dormir. Mas nenhum pareceu uma boa idéia. Chegando na entrada do camping, outra placa escrito: “Aproveite a bela viagem de 10 minutos para chegar ao camping”. Tipo, 10 minutos de carro numa descida, pareceu 40 minutos de bicicleta na começo do dia seguinte. Desistimos do camping e continuamos.

Mais pra frente, uns 5km adiante, achamos uma rua que parecia estar abandonada, sem pavimento e com algumas clareiras. Seguimos nessa rua por alguns minutos e vimos que não ligava nada a lugar nenhum. Decidimos parar alí mesmo e acampar rápido para recuperarmos as energias.

Ótimo. Estávamos quase prontos para dormir e quando enchi meu colchão térmico… estava furado. Na válvula. Sem concerto. Novo, tem menos de 1 mês de uso. Resumindo, quase congelei a noite, dormindo com 2 calças, 1 camisa de manga comprida, 2 jaquetas, 2 meias. Mamãe, que saudade do meu colchão térmico. Não dormi nada por causa do frio e da humidade.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

26/Maio - Dia 15 - Sicamous (Mara Lake) a Mount Revelstoke Park

May 31st, 2009

Dia 15 – Sicamous (Mara Lake) – Mount Revelstoke Park
Distância: 96,5 km
Dist. Acum.: 891,64 km
Tempo: -

Acordamos com o Sol raiando no lago, e logo arrumamos tudo, fizemos café da manhã e o sr. Sandy nos trouxe café quente também. Começamos a pedalar e logo pela manhã encontramos um ciclista sozinho cruzando o canadá. O nome dele é Øyvind Thømt, da Noruega. Ele tem um site também, mas eu ainda não entrei. O endereço é http://turermoro.blogspot.com. Muito bacana o cara. Conversamos por uma hora, mas ele seguiu no ritmo dele (bem mais rápido que o nosso.. heheh).

Logo depois que ele partiu, começou a garoar forte. Coloquei o casaco e calça impermeável e decidimos parar para almoçar quando encontrarmos um lugar coberto. Uns 2km depois achamos uma clareira na mata, com umas árvores que nos protegiam bem da chuva e paramos lá mesmo. Comemos macarrão, com peperoni ( o peperoni canadense é diferente do brasileiro..), pra variar.

Chegando em Revelstoke, algumas horas mais pra frente, estávamos bem cansados por causa das subidas. Juro, acho que nunca subi tanto na minha vida e ainda não conseguimos passar de 1350m de altitude. Engraçado, acho que se eu somar tudo o que a gente subiu, deve dar mais de 8mil m de altura, fácil fácil… Resolvemos comer no Tim Horton (lembra que o pessoal gentil de Kelowna nos deu um cartão com crédito para nós comermos?.. usamos.. heheh). Jantamos e seguimos em frente.

Próximos dos 95km pedalados, cansados mentalmente e fisicamente, no meio do parque Mount Revelstoke, não sabiamos se iamos encontrar água e um canto bom para dormirmos. 1,5km depois achamos uma área de descanso (Rest area), com banheiro e um telhadinho com uma mesa embaixo. Acampamos alí mesmo, embaixo do telhado. Mas ainda tinhamos o problema da falta de água para cozinhar e fazer o café no dia seguinte. Aí vocês me perguntam: “Ué, não tem água na pia do banheiro?”. Não. É só a casinha mesmo pra fazer as necessidades. O Nelson achou um rio mais pra frente um pouco e pegou água. Colocamos cloro e fizemos um leite quente para espantar o frio e dormimos, com a luz do dia lá fora da barraca.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

25/Maio - Dia 14 - Vernon a Sicamous

May 31st, 2009

Dia 14 – Vernon – Sicamous
Distância: 62,0 km
Dist. Acum.: 795,14 km
Tempo: -

Hoje, saindo de Venon, nós entendemos porque o lago em frente ao camping se chama Swan Lake. Vimos muitos cisnes e muitos filhotinhos. Foi bem bacana acordar com eles ao nosso lado.

Logo cedo fomos até a bicicletaria para arrumar a roda traseira. No primeiro minuto de conversa com o dono da bicicletaria, ele falou que para colocar o meu raio quebrado iria demorar 2 dias… Pense? Dois dias para colocar 1 raio? Impossível. Passei aquele chaveco no cara para tentar que ele arrumasse pelo menos para hoje a tarde. Eram 9h30 da manhã, tinham 3 clientes dentro da loja: Eu, o Nelson e um gringo. Bom, ele arrumou em 1h a bike e quase 11h saimos da bicicletaria, felizes e contentes.

Fomos ao mercado reabastecer o estoque de comidas calóricas para mantermos nossas barrigas rechunchudas e o pedal girando. Compramos algo para misturar na água e termos minerais (tipo suco, energético), um cereal, pão, macarrão, molho e mais umas gororobas.

Seguimos para o camping novamente para arrumarmos as malas, fazermos o almoço e partir para Sicamous, que fica há uns 60 e poucos km da cidade. Já eram quase 14h e estávamos saindo do camping.

Começaram algumas subidas leves, mas contínuas, parecia um tobogan. Sobe sobe sobe, desce de uma vez. Sobe sobe sobe, desce denovo. E assim fomos o dia todo, subindo e descendo. No meio da estrada encontramos uma loja muito bacana e antiga chamada Log Barn. Interessante o atrativo com as cabras da montanha e as coisas antigas que tinham na frente.

Menos de 1km de Sicamous, beirando o lago Mara, achamos um conjunto de casas com bastante grama pra gente acampar. Fui ver se tinha alguém pra conversar mas não achamos ninguém. Resolvemos entrar de vez no condomínio e achamos o Sr. Sandy, que cuida desse lugar, em frente ao lago. Ele foi muito gentil, nos deu água para cozinharmos, disponibilizou o banheiro dele e ainda nos deixou acampar no melhor lugar de todos: A grama em do lado da mesa de pique-nique, em frente a praia do lago. Sensacional. Cozinhamos e eu dormi feito criança.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

PS

May 25th, 2009

Salve pessoal.

Como devem ter notado, eu não coloquei as fotos dos últimos posts. Estou tendo dificuldades com qualidade de internet para fazer o upload das fotos para o servidor e mesmo com internet boa, cada post tem demorado quase meia hora para ficar pronto por causa da lentidão do Worpress as vezes….

Então é isso, logo mais eu coloco as fotos nos respectivos posts e mando um aviso geral avisando que está atualizado.

Estamos indo arrumar minha roda traseira que quebrou ontém e se tivermos sorte chegamos em Sicamous ainda hoje.

Beijos e abraços!

PS: as fotos estão atualizadas no meu facebook. O Mac atualiza automáticamente no facebook e é muito rápido.

L.Felipe Preparativos

24/Maio - Dia 13 - Vernon a …. Vernon

May 25th, 2009

Dia 13 – Vernon
Distância: 0,0 km
Dist. Acum.: 733,14 km
Tempo: -

Hoje acordamos cedo e tomamos um belo café da manhã com a família O`Callaghan. Eles são muito gentis e nos levaram para conhecer a estação de ski em Vernon. Foi a primeira vez que eu pisei em neve de verdade e vi uma estação de perto. Foi muito empolgante e eu fiquei muito feliz.

Essa estação é muito bonita e tem várias casas coloridas. Quando alguém constrói uma casa neste lugar, obrigatóriamente precisa ter uma das 13 cores pré estipuladas pelo proprietário. É uma vila de alto padrão muito bacana.

Depois desse passeio o Nelson cortou a grama junto com o Peter e eu vim trabalhar um pouco no diário de bordo, pois há 2 dias eu não escrevia e se não fizesse isso hoje, provavelmente esqueceria de alguns detalhes importantes.

Logo depois do almoço seguimos em direção a Sicamous, que fica a 75km daqui, mas nem 10 minutos depois, quando estávamos no centro da cidade, o raio da minha roda traseira quebrou. Hoje é domingo e não tem nenhuma bicicletaria aberta na cidade. Fomos em várias lojas de esporte mas nenhuma delas arrumava a roda. Resolvemos (não tivemos opção) dormir na cidade para arrumar a bike na segunda-feira pela manhã.

Achamos um camping por perto, em frente a um lago chamado Swam Lake (lago do cisne), muito bacana e com internet. Aproveitei a tarde para ligar para a minha irmã e conversamos bastante. Mesmo com o skype caindo toda hora.

O tempo tem melhorado a cada dia e acho que depois das Rocky Mountains vamos passar muito calor e sentir saudades do friozinho.. hehehe..

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

23/Maio - Dia 12 - Kelowna a Vernon

May 25th, 2009

Dia 12 – Kelowna – Vernon
Distância: 68,0 km
Dist. Acum.: 733,14 km
Tempo: 5h30

Pela manhã, Jerry tinha preparado café da manhã, arrumado minha terceira roda (quebrou o paralama) e nos deu várias barras de fruta concentrada, um tipo de barra de cereal. Sua esposa e filha nos deram nozes, morango desidratado e um cartão do Tim Hortons com 25 dolares de crédito para comermos durante a viagem. Tim Hortons é uma rede tipo Starbucks e tem um café da manhã sensacional. Todo canadense gosta.

Ahhh.. além disso Loreen lavou nossa roupa ontém depois da janta e quando acordamos toda nossa roupa estava limpa, cheirosa e seca!!! Ficamos muito impressionados com a recepção, o carinho e a boa vontade dessa família. Dei minha palavra que faria uma visita depois que acabasse a travessia.

Jerry tentou várias vezes entrar em contato com o pessoal do Rotary, pela manhã e conseguiu falar com o Jim Mayne, Presidente do Rotary Clube de Kelowna-Sunrise. Fomos em direção a casa de Jim. Pouco antes de chegar cruzamos com 2 caras que estavam na rua e percebemos que a casa era uma bicicletaria, Rock`n Road. Eles nos chamaram para saber para onde estavamos indo conversamos bastante. Logo em seguida chegamos na casa do Presidente do Rotary, um condomínio de 240 casas para aposentados. Era muito bonito, grande e organizado.

Fomos muito bem recebidos pelo Jim, e conversamos por 2 horas, onde o Nelson deixou as bandeiras de seu clube para ele e para os outros clubes da cidade. Ele foi muito gentil e ligou para o futuro presidente do rotary de Vernon (Kalamalka), Peter O`Callaghan, que nos encontraria no centro de Vernon, quando chegássemos lá.

Seguimos para Vernon as 12h e logo nos deparamos com os 3 primeiros buracos da viagem. Não tinhamos visto nenhum buraco no asfalto até agora. Além disso, nós vimos muitas revendas de motorhomes, que é muito comum no Canadá.

Estavamos pedalando bem e reparamos que conseguimos subir as ladeiras muito mais fácil e o vento contra não era mais um problema grave. Estamos ficando mais fortes no final da 2 semana de viagem. Esse caminho beirava outros 2 lagos e paramos para descansar em um deles, muito limpo e com água translúcida.

Chegando em Vernon, subimos uma baita ladeira de um 10km bastante íngreme. Subimos muito bem, mesmo com todo peso que carregamos. Logo depois dessa subida descemos a ladeira mais íngreme da viagem, 10% de inclinação. Ainda bem que estávamos descendo. Pena que tinhamos que freiar, pois era área urbana da cidade. Peter nos encontrou em frente ao Hotel Best Western com sua caminhonete e nos levou até sua casa, no topo da montanha da cidade. Conhecemos sua esposa (Caroline) e filhos, tivemos um excelente jantar, com direito a caipirinha e tudo mais. Conversamos muito sobre diversos assuntos e foi muito difícil lembrar de traduzir tudo para o Nelson. Quando a conversa fica mais intensa, é complicado lembrar de traduzir.

Fomos dormir tarde e amanhã acordamos cedo para fazer um tour na cidade junto com a família de Peter.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

22/Maio - Dia 11 - Summerland a Kelowna

May 25th, 2009

Dia 11 – Summerland – Kelowna
Distância: 59,0 km
Dist. Acum.: 665,14 km
Tempo: 10h

Seguimos para Kelowna e o vento continuava a soprar contra o nosso caminho. A estrada beirava um lago, Okanagan Lake, muito bonito e enorme, tem mais de 150 km de extensão. A água aqui é muito limpa e não se vê sujeira e lixo na beira da estrada. Isso porque a comunidade denuncia quem faz esse tipo de coisa, e multa gira em torno de 25 mil dolares.

Paramos num posto em Peachland onde comprei um sorvete e conversamos com um motorista de caminhão de gás. O Nelson tem uma distribuidora, por isso acabamos conversando com esse cara. O interessante aqui é que as pessoas compram o botijão e reabastecem no posto. O caminhão de gás era completamente fechado, o que é proibido no Brasil.

Neste posto, havia uma biblioteca e de lá me comuniquei com meus pais e o Nelson com sua esposa. Ficamos um bom tempo conversando com o Brasil, mas não tivemos tempo para atualizar o site.

Logo depois pegamos mais um pouco de subida e chegamos a Westbank, uma cidade que parecia pobre, mas descobrimos que é bem grande e tem uma economia muito boa e diversificada. Eles tem uma fábrica de helicópteros lá, entre outras coisas. Comemos muito bem em uma pizzaria na beira da estrada e fizemos compra num mercado local. Enquanto o Nelson comprava comida no mercado, eu fiquei dormindo na calçada, cuidando para que nossas bicicletas não fossem roubadas. Kkk… Foi um sono sensacional, pós almoço, que o Nelson interrompeu abruptamente. Kkkk

Chegando em Kelowna, atravessamos uma ponte muito grande, com uma ciclovia de dar inveja para qualquer cidade ou país de primeiro mundo. Como toda a cidade do Canadá (até agora), fomos na central de informações turísticas, pegar o mapa da cidade e vermos onde poderiamos acessar internet grátis. Acabamos indo direto para uma das 3 bibliotecas de Kelowna para ligar para os representantes do Rotary da cidade.

Enquanto tentavamos ligar, sem sucesso, para os rotarianos, um casal muito simpático nos abordou e começou a perguntar sobre a viagem e se propuseram a nos ajudar a encontrar o pessoal do Rotary daqui. No final da conversa nos ofereceram seu jardim para acamparmos. Aceitamos agradecidamente. Quando chegamos na casa do casal, uma hora depois, eles nos ofereceram para dormir em seu Trailler, que tinha uma cama de casal sensacional e um sofá que virava cama de cama de casal também. Os traillers aqui se extendem para os lados, quando estão estacionados, é impressionante como é grande e aconchegante por dentro. Tem cozinha, banheiro, sala e quartos.

O casal, Jerry e Loreen, nos convidou para jantar (comida muito boa) e nos apresentaram para o resto da família (pais, irmã e filha), que nos receberam muito bem. Ficamos muito agradecidos e fomos dormir, exaustos.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

21/Maio - Dia 10 - Yellow Lake a Summerland

May 25th, 2009

Dia 10 – Yellow Lake – Kaleden – Penticton – Summerland
Distância: 61,30 km
Dist. Acum.: 606,14 km
Tempo: 10h

Acordamos cedinho e já começamos a arrumar as coisas. As 6h já tinha gente pescando no Lago Amarelo. Comi uma maçã e joguei um pedaço da casca no mato. Logo apareceu um esquilo, pequeno, marrom, bonitinho que só ele. Tentei tirar foto mas saiu meio desfocada.

Ontem meu joelho estava doendo, pela manhã fiz mais uma seção de massagem com cataflan e peguei leve no pedal para não forçar. Hoje fiquei bem para trás do Nelson e ele estava pedalando bem pacas. O dia foi intenso, com muito vento contra, desde começo até o final.

Fomos ate Penticton (palavra indígena que significa “um lugar para ficar para sempre”) e passamos em uma bicicletaria onde comprei 2 camaras extras e um grip novo para o Guidão. Tentamos arrumar o problema da bicicleta do Nelson, mas iria demorar muito. Decidimos então passar em outra bicicletaria, que era muito grande e tinha uma variedade enorme, mais do que em Vancouver. Isso acontece porque Penticton é o centro do IronMan no Canadá.

Nessa bicicletaria, The Bike Barn, fomos atendidos muito bem por todos os funcionários, mas o Ian nos ajudou muito. Trocou o pedal do Nelson para ver se era esse o problema, e realmente era. O Nelson tinha comprado esse pedal na Carretera Austral, no Chile e estava triste em abandonar a peça e sua história. Comovido, Ian resolveu tentar arrumar o pedal e conseguiu! Não cobrou nada pelo conserto e um amigo dele nos deu um mapa do Canadá com várias dicas, pois ele havia feito a travessia na década de 70.

Seguimos em direção a Summerland e almoçamos num parque provincial, com muitas mesas e animais silvestres em torno. Tinha um casal de patos que se aproximaram bastante da gente pois queriam comida. Aqui no Canadá é proibido dar alimento para animais silvestres e se alguém ver você alimentando um animal, eles te denunciam e a multa gira em torno de 2 mil dolares.

A estrada estava bem ruim depois do almoço, pois havia construção para duplicação da via. Eram mais ou menos 2km de pó, vento contra e muitos carros e caminhões. Foi meio tenso, pois o acostamento não exisita e tinhamos que dividir a rodovia com todos as enormes caminhonetes e caminhões canadenses.

Pegamos bastante subida e eu senti que se eu forçasse muito iria ter problemas no joelho. Logo mais pra frente vimos um parque estadual e decidimos acampar, Okanagan Lake Provincial Park. Foi o primeiro parque com luz elétrica que encontramos e pude recarregar o notebook. Neste Parque, pagamos 24 dolares para acampar (12 cada) e o Mike, gerente do parque nos deu a dica para irmos em bibliotecas para conseguirmos internet grátis. Desde então estamos parando em quase todas as bibliotecas que encontramos.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

20/Maio - Dia 9 - Princeton a Yellow Lake

May 25th, 2009

Dia 9 – Princeton – Keremeos – Yellow Lake
Distância: 91,30 km
Dist. Acum.: 545,14 km
Tempo: 10h

Hoje o Nelson acordou cedinho. 5h40 ele estava de pé, eu fiquei um dormindo um pouco mais, pois tinha dormido tarde ontem. Logo já estava de pé, banho tomado e pronto pra arrumar a bagunça. Até sairmos do hotel eram 8h e logo vimos um monte de castores na beira da estrada. Todo o caminho até Keremeos beira o Rio Tulameen.

A estrada tinha um acostamento muito bom e muito melhor que o asfalto da estrada. 10 km depois meu pneu estava murcho novamente. Acho que é alguma zica, mandinga ou sei lá o que que está acontecendo no meu pneu traseiro. Parei, enchi um pouco e decidi continuar com ele assim. Mais 10 km tive que parar pra encher denovo. Comecei a me preocupar, pois esse pneu é mais fino do que o normal, tem 1,5” e eu já estava usando a camara reserva. Todas as outras 2 camaras que eu tinha só serviam no pneu do trailer ou no pneu reserva, que tem cravos grandes e é para trilhas.

Pedalamos mais uns 10 km e paramos para almoçar. O vento estava a nosso favor e estavamos fazendo uma média de 19km/h, o que é muito bom para o tanto de carga que estamos levando (~50kg cada bicicleta). Enquanto o Nelson cozinhava o almoço, eu desmontei a bike, tirei a camara e mergulhei na água para ver onde estava o furo. Adivinha? Não achei o furo. O Nelson pegou o pneu, começou a analisar e? Não achou o furo. Era mandinga mesmo. Coloquei o pneu denovo, montei a bike e almoçamos.

Depois do almoço (Arroz com cenoura, bastante cebola e alho e uma carne enlatada) estavamos muito satisfeitos e voltamos pro pedal. Me sentia meio pesado, mas o vento e a estrada ajudaram a chegarmos em Keremeos muito rápido. Fizemos os 76km com média de 18km/h. Pouco antes de chegarmos na cidade a bicicleta do Nelson começou a fazer um barulho estranho e achamos que está com algum problema no pé-de-vela, pois está fazendo um barulho bem estranho.

Keremeos é uma cidade quase fantasma, e tem uma rua principal, mais 4 paralelas e 7 transversais. Engatou a segunda, passou da cidade e nem viu. Fizemos compras num mercado (frutas, suco em pó, pão e algo pra colocar no pão) e decidimos ir até Kaleden, a próxima cidade, que parece ter um pouco mais de estrutura e talvez pudesse ter uma bicicletaria para vermos o problema da bike do companheiro.

Ao sairmos de Keremeos, o sol estava forte e o vento mudou de direção. Foram mais 15km de vento contra e poucas subidas longas. Sabe quando você tem a impressão que tem cola no chão e você não consegue sair do lugar? Era isso que eu sentia com aquele vento contra batendo na minha cabeça. Os alforges pareciam dois paraquedas que tentavam me levar para trás, e mesmo nas decidas não conseguiamos desenvolver velocidade. A média desabou para 6km/h e logo meu joelho esquerdo começou a doer. Eu tive que decser da bike e empurrar um pouco para não forçar e piorar a situação. Ainda faltavam 15km para chegarmos em Kaleden e no final da longa subida achamos o Yellow Lake (Lago amarelo) e um lugar para descanço dos motoristas. Tem uma estrutura com banheiros, mesas de pique-nique e na beira do lago tem um deck para pesca. Quando chegamos tinham diversas pessoas pescando.

Diante de tal situação: 6h da tarde, vento contra, joelho doendo, ambos precisando comer. Resolvemos parar nessa área de descanço mesmo e armar as barracas entre as mesas. Jantamos pão com mortadela, suco de limão e cookies de sobremesa. Bem nutritivo.. hehehe.. Cada um foi pra sua barraca, e capotamos com a luz do dia. Detalhe que aqui é uma região montanhosa e a estrada fica num vale, que faz uma corrente de vento bem bacana L e o sol só aparece no meio do dia. Isso significa que a temperatura a noite vai cair bastante. Estou precavido para isso esta noite e eu vou dormir encapotado, da cabeça aos pés e com uma tática nova para aquecer os pés.

PS: Temperatura estimada para Keremeos hoje é entre 1˚C e 13˚C.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

Obs e Feedback:

May 20th, 2009

Pessoal, ainda não coloquei as fotos do Dia 8 em Princeton, pois preciso recarregar a camera e já são 00h05. O Nelson está dormindo há 2 horas e eu tenho que dormir.

Se vocês repararem, eu tirei a aba itinerário e coloquei a tabela com o log da viagem junto com o Mapa, acho que faz sentido ver o mapa e ter noção das distâncias e tempos.

Se tiverem umas dicas pra melhorar o site, mandem comentários, que eu recebo, leio e tento fazer as modificações quando possível, ok??? Aceito críticas construtivas apenas. ;)

Bjos e até a próxima!

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

19/Maio - Dia 8 - Princeton - Dia de descanço

May 20th, 2009

Dia 8 – Princeton (Dia de descanço)
Distância: 0 km
Dist. Acum.: 453,84 km
Tempo: -

Hoje eu acordei as 9h30, dormi como um anjo e sonhei bastante. Acordei, comi uns cookies, tomei um banho matinal, comecei a trabalhar no site e entrar em contato com o Brasil. As 11h30 eu e o Nelson fomos a caminho do restaurante onde teriamos a reunião com o Rotary. Ao chegarmos lá, o endereço estava desatualizado e ficamos meio sem rumo. Continuamos andando na rua, para vermos o que iamos fazer e passei por um barbeiro. Veio um estalo na minha cabeça: Os barbeiros da cidade sempre sabem o que está acontecendo. Resolvi perguntar e ele não sabia, mas sabia quem sabia. Kkk. Fomos até a casa de informações turísticas e encontramos a J, outra moça muito simpática, que fechou o comércio para nos levar até o restaurante que teria a reunião. Imagina? Fechar o comércio para dar uma carona pra 2 estrangeiros? Achei o máximo.

Chegamos na reunião e fomos nos apresentando, falando o porque estávamos ali e logo as pessoas se interessaram pela nossa história. Fizeram diversas perguntas. Hoje, mais do que nunca, eu trabalhei como tradutor e intérprete. ;) . Acho que a reunião foi muito produtiva. O Sr. Clark, presidente do Rotary Clube de Princeton foi muito bacana e nos levou para um tour na cidade depois da reunião. Convidou-nos gentilmente para jantar na casa dele, muita gentileza dele. Comemos um chilli muito gostoso que ele preparou e tomamos um pouco de vinho. Conversamos sobre diversos tópicos: política, pesca, animais, viagens, projetos, sobre a experiência dele no Rio de Janeiro, comércio aqui no Canadá, etc… .

Foi uma tarde muito interessante na casa do Sr. Clark e voltamos a pé para casa, conversando e dando muita risada. O Nelson é um cara com um humor sensacional. Tudo é motivo de piada. Estou aprendendo muito com ele em diversos aspéctos. Acabamos o dia num Pub, chamado Pub..kkk tomamos um copo de cerveja (kokanee, doce e leve. Não dá pra tomar muito porque enjoa) pra relaxar.

Pela noite, arrumamos as coisas da viagem e pegamos nossas roupas lavadas, cheirosas e quase secas lá na máquina. Agora sim, prontos para o próximo dia. A idéia para os próximos dias é pernoitar em Keremeos amanhã e depois em Penticton ou em Summerland. Vamos ver como nossas pernas, mentes e bicicletas vão se comportar.

PS: Nos falaram que iriamos chegar em mais de 2000 m de altitude aqui, mas acho que confundiram as estradas. Se tivéssemos ido para Merrit, pela Highway 5 estariamos bem alto já, mas seriam 2 dias bem mais cansativos. Acho que foi uma decisão sensata ter vindo pela Highway 3. São 90km a mais, mas não tem tantas subidas íngremes quanto pela Hwy 5 e chegam no mesmo lugar: Banff.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

18/Maio - Dia 7 - Manning Park a Princeton

May 19th, 2009

Dia 7 – Manning Park – Princeton
Distância: 86,95 km
Dist. Acum.: 453,84 km
Tempo: 8h

DSC00467DSC00468DSC00469Depois de um dia cansativo e uma noite um tanto assustadora, nós acordamos, tomamos um café da manhã bem rápido. Chocolate quente com bastante aveia e cereal e uma fruta. Arrumamos as coisas e saimos em direção a montanha infinita umas 8h20.

DSC00471DSC00477DSC00479Foram 16km de subida até decidirmos parar para o almoço e recuperar as energias. Paramos num espaço de Camping no meio do Manning Park, onde muitos Motorhome param para passar a noite e muita gente acampa. O lugar é bem bacana, com estrutura. Banheiro, mesas para pique-nique, lixeiras anti-urso, placas, água boa para se beber (depois de fervida por 1 minuto).

DSC00473Começamos a tirar o fogareiro, panelas e acessórios da mala, quando um moleque que estava saindo do camping com a família começou a gritar: “Urso !!! Urso !!!. Na hora peguei minha filmadora e saimos correndo em direção ao urso. Fomos até a entrada do parque e lá estava o bicho. Marrom, grande, calmo e sem pressa de ser feliz. Estava comendo a grama do lado da estrada (não sabia que urso comia grama). Tiramos umas fotos, e fui lá fazer um carinho no Zé Colméia… haha.. brincadeira.

DSC00480DSC00476Almoçamos e seguimos. No km 22 começou uma descida sensacional, peguei 62 km/h e mantive a velocidade a uns 30 km/h por 20km. Mas alegria de pobre dura pouco e logo chegou a subida denovo. Foram mais vários kms de subida e depois veio uma sequência estressante de decidaa, com inclinação de 7%, 8% e com pouco acostamento. Cheguei lá embaixo mais cansado que todas as subidas juntas. Meu ombro e pescoço estavam muito tensos. Eu gosto de descida, mas não das íngremes. Nas semi-retas, eu gosto de velocidade, mas essas que vc precisa frear pra ir muito rápido não fazem meu estilo.

DSC00486DSC00501Quase chegando em Penticton, cidade que achamos que não iamos pernoitar (ufa, conseguimos), vimos diversos cervos (bambi, veado, deer). Eles são ariscos demais e andam em bando. Essa época é quando eles se reproduzem e todos estão espertos por causa da cria. Eles são muito velozes e se veem alguma movimentação estranha, saem correndo e ninguém pega, nem mesmo os cougars (uma espécie de tigre da montanha, outro bicho arisco e perigoso, que tem de monte aqui nas Rocky Mountains).

Já na cidade, paramos num posto para ver o telefone do pessoal do Rotary e o telefone não estava atualizado, mas como tinha o endereço da reunião, resolvemos aparecer na reunião pouco antes de começar. A reunião é só amanhã, então aproveitei que o DSC00496DSC00497posto de gasolina tinha wireless grátis e liguei para meus pais, só pra avisar que estava vivo e lembrá-los que eles moram no meu coração. Minha mãe já estava dormindo, conversei apenas com meu pai, que deu o recado pra Dona Rosa depois.

Tentamos achar um lugar para acampar, mas era há uns 5km da cidade e tentamos nos hospedar num hotelzinho barato. Na primeira tentativa a dona do lugar era uma Russa, e o lugar parecia meio mal acabado. Tentamos negociar um preço bom, mas não achamos razoável. Depois fomos para um hotel chamado The Villager Inn. Quando estávamos entrando pelo estacionamento, um casal começou a conversar com a gente, Reg e Susan Muir. Muito simpáticos, perguntaram se procurávamos um banho quente e uma cama para relaxar. Eles são os gerentes que cuidam do lugar e moram aqui. Realmente são muito simpáticos e acabamos chegando num DSC00502preço bacana (pouco mais caro que o hotel da russa), mas valeu muito a pena. Atendimento é tudo no comércio, bem como organização e estrutura.

Nesse hotel estão hospedados um pessoal de uma madeireira. São jovens de todo país, contratados para reflorestar a mata. Pois a região toda é movida pela mineração e extração do cedro e agora é lei que as empresas que tiram madeira do meio ambiente tem que reflorestar a mesma quantidade de árvores tiradas da natureza. Então, quando vc vai comprar madeira pra lareira, além das taxas, tem que pagar pelo reflorestamento também. Muito justo. A Susan me falou que um jovem que trabalha com reflorestamento pode ganhar até 360 dolares canadenses num dia de trabalho, dependendo da quantidade de árvores que ele plantar no dia. É um trabalho bem difícil, mas deve valer a pena os 3 meses de trabalho duro que eles têm por aqui.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

17/Maio - Dia 6 - Hope a Manning Park

May 19th, 2009

Dia 6 – Hope – Manning Park
Distância: 62,00 km
Dist. Acum.: 366,89 km
Tempo: 10h

Acordamos cedo em Hope, e começamos a arrumar tudo, pois sabiamos que o dia ia ser difícil. 8h20 da manhã estavamos na estrada e paramos numa quitanda para comprar bananas e carne enlatada. Não tinha muita opção de compra nessa loja e era tudo bem mais caro do que em Mission.
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Fomos em frente e logo começamos a subir as montanhas pra sair da cidade. Logo no início encontramos um ciclísta canadense que estava atravessando o continente como nós, mas a diferença era que ele não tinha malas, estava de speed (aquelas bicicletas fininhas e super leves para andar na estrada) e sua familia estava num motor home (aqueles carros que são uma casa dentro, tem banheiro, cozinha, quarto, sala, um luxo..kk). Ele “parou” um pouco para conversar conosco mas logo disparou na nossa frente como um foguete. Ele estava pedalando contra o câncer, para levantar fundos para ajudar uma organização.

DSC00444DSC00445Nos primeiros 12km, meu pneu estava murcho novamente (lembra que eu falei que estava esvaziando aos poucos? Então…). Parei para ver o que rolava e quando coloquei a bomba na válvula, o pneu esvaziou de vez. A válvula estava rasgando aos poucos e tive que trocar a câmara. Tranquilo, 10 minutos depois estavamos pedalando denovo.

A subida não cessava, e no km 22 começou uma decida pra aliviar e veio mais subida longa. Acho que essa devia ter mais uns 10 km. Umas 14h30 começamos a ver uns carros parados na estrada e descobrimos que tinha acontecido um acidente de moto. Chegamos no local do acidente umas 15h e fomos ver o que tinha acontecido. O motorista da moto perdeu o controle e bateu no guard-rail. Sua companheira caiu no desfiladeiro e ele pulou atrás dela. Outro motociclista que estava por perto pulou também para ajudar o casal. Logo chegaram ambulâncias, bombeiros, que travaram o trânsito da estrada e não deixaram nem 2 bicicletas passar. Ficamos esperando uma hora e meia para podermos continuar.

DSC00455DSC00456Nesse meio tempo, enquanto esperávamos, chegou outro ciclísta canadense que também vai atravessar o Canadá de bike. Mas dessa vez este ciclísta estava com alforges como nós. O cara era magro magro e forte que nem um cavalo. Ele iria demorar 3 meses para percorrer o trajeto e conversou comigo por um tempo, mas logo que fomos liberados para passar, ele também disparou na nossa frente.

Depois do acidente, pedalamos mais uns 20km de muita subida e, como não tinhamos almoçado direito, logo estavamos fracos e precisando de um canto para dormir, mas a próxima parada era a 18km de subida de onde estávamos. Abastecemos nossas garrafas com água do DSC00451rio e logo na sequência achamos uma clareira entre a estrada e outro rio (que tinha neve em volta) e começamos a montar as barracas. Preocupado com os ursos, fizemos um sistema de segurança com cordas e sinos em volta das barracas. Deixamos pDSC00465edras, madeiras e o spray de pimenta num lugar estratégico, caso precisássemos. Pra falar a verdade, eu tava com medo, muito medo. Comemos algumas frutas, fizemos um chocolate quente e como estava muito cansado, dormi feito um anjo. Acordei diversas vezes porque estava ventando bastante e meu pé estava gelado. Coloquei umas roupas em cima, as malas, e logo o pé esquentou e eu voltei a dormir.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

Dicas e adm:

May 17th, 2009

Como sabem, eu e o Nelson estamos na estrada, por isso, quando tenho acesso a internet, coloco os relatos no site. Ou seja, TEMOS NOVIDADES NOS POST’S ABAIXO…

Para começar em ordem cronológica, é só descer para o final da página e subir. Caso os posts sejam mais antigos, clique em Older Entries, lá embaixo, a direita.

Eu estou atualizando o mapa com o ponto exato que estamos pernoitando. Os pontos atualizados estão em vermelho e com a rota em vermelho. Para ver o mapa é só clicar aqui. Parece que teve algum problema no google e não está atualizando o mapa ainda, mas logo mais vai atualizar. hehe

Outra coisa. A seção de fotos está praticamente vazia. Ainda não tive como colocar as fotos lá. Por enquanto só algumas estão nos Posts.

Beijos e até a próxima.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

16/Maio - Dia 5 - Mission a Hope

May 16th, 2009

Dia 5 – Mission – Hope
Distância: 82,05 km
Dist. Acum.: 304,89 km
Tempo: 8h30

Hoje acordamos 6h e pouca, a Sra. Katalin nos trouxe café e pão com abacate (acho que é coisa de húngaro.. hehe) e as 8h20 estavamos na estrada. O dia não prometia sol, mas não estava com cara de chuva. Nublado e friozinho tradicional.
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Pedalamos uns 10km e fizemos um pit-stop para banheiro num posto. Muito bom o posto, por sinal. Mais uns 15km paramos para tirar o casaco, comer bananas e laranjas.

O dia, no geral, foi de reta e poucas paisagens. Mas uma paisagem valeu a pena: Harisson Bay. Esse lago é sensacional e tem uma vista pras montanhas que só estando aqui pra entender a sensação. Logo que entramos, começamos a tirar fotos e já fizemos amizade com 2 senhoras muito simpáticas, uma delas se chama Kimberly Snow. Conversamos com elas uns 10 minutos e logo conhecemos os respectivos maridos. Elas ficaram super empolgadas com nossa viagem e até nos ajudaram com doações. DSC00416DSC00420
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Logo mais pra frente, paramos para comer num posto abandonado. Comemos pão com atum, leite com chocolate, maças e bananas. Não demorou muito já estavamos na estrada novamente e começaram as subidas. Acho que foram umas 4 subidas longas e numa delas meu pneu deu uma bela esvaziada, mas não estava furado (aparentemente). Enchi o pneu e seguimos.
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Com o pneu cheio a bike estava um foguete, e logo apareceu uma decida seguida de uma reta com vento a favor. Ai ai ai… Coloquei na marcha mais pesada e torci o cabo. Mantive os 30km/h por uns 5km, com máxima de 50km/h. Eis que ouço um barulho na mata, e um urso marrom coloca a cabeça e metade do corpo pra fora da estrada.. meu Deus… Parei na hora e fui ver mais de perto enquanto o Nelson chegava, mas o bicho desapareceu no meio da mata.

Quando chegamos em Hope, tentamos achar o presidente do Rotary daqui sem sucesso, mas perguntamos para umas pessoas na rua e elas nos ajudaram a achar o secretário. Conversamos uns 15 minutos com ele e logo fomos procurar acomodação. Ficamos hospedados num hotelzinho com internet grátis, para poder dar notícias para a família e atualizar o site. Tomei um banho bem bacana enquanto o Nelson fazia a janta.

Segundo indicações, amanhã e depDSC00440DSC00439DSC00438ois serão dias difíceis, com 120km de subida e diferença de mais de 2000 metros de altitude até Princeton. Amanhã, provavelmente, vamos acampar no Manning Park e no dia seguinte seguimos para Princeton.

É isso aí galerinha.
Beijos e Abraços.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

12/Maio - Dia 1 - Victoria a Duncan

May 16th, 2009

Dia 1 – Victoria a Duncan
Distância: 39,49km
Tempo: 8h40

Hoje acordamos e arrumamos as coisas para começar. Saimos as 10h em direçao ao Castelo Traigdarroch. Esse castelo foi construido pelo casal mais rico de BC. O sonho do marido era morar num castelo, mas ele morreu pouco antes do castelo ficar pronto. Sua mulher viveu lá por mais um tempo e morreu também. Hoje o castelo é atração turística. É bem bonito, mas estava reformando.

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Em seguida fomos em direção ao Mile Zero, em Bacon Hill Park. Quando chegamos lá, uma escola de Surrey estava fazendo um estudo com as crianças da 5a série e logo estavamos rodeados de crianças e DSC00369DSC00373DSC00372professores perguntando pra onde iamos, quanto tempo iamos levar, se tinhamos um site, e-mail, etc.. nos pediram até autógrafos, foi muito bacana.

Essa escola estava estudando o Terry Fox, canadense com uma perna amputada que tentou atravessar o Canadá de Leste a Oeste correndo. Ele tinha câncer de medula e perdeu a perna por causa da doença, e mesmo com a protese de metal, correu mais da metade do país. Ele fez uma campanha para arrecadar dinheiro para um hospital de crianças com câncer e por isso é considerado um herói canadense. Ele correu por mais de 120 dias, 42km por dia e teve que parar de correr em Thunder Bay, devido a doença. Terry morreu poucos tempo depois.  Ele arrecadou muito dinheiro para essa causa e o museu do esporte em vancouver tem sua estátua, bem como o no Mile Zero. DSC00375DSC00378

Depois desse evento fomos procurar um lugar para molharmos as rodas da bike, mas foi difícil pois estavamos na beira de um penhasco. Seguimos em direção a James Bay Harbor, um porto muito interessante com casas flutuantes de um lado e comércio de peixe do outro. Um pouco mais pra frente desse porto achamos uma “prainha” onde molhamos a mão e a nuca com água do oceano pacífico para nos proteger no caminho ao atlântico.DSC00383

Pouco depois, estavamos abastecendo as garrafas d’água no bebedouro e um senhor que estava correndo nos abordou, Micheal Masson, perguntando pra onde iamos e ele falou que essa viagem é o sonho dele, e que ele fez somente um trecho, Calgary-Victoria. Achei muito bacana, já que é mais de mil km. Esse senhor disse que um amigo fez esse trajeto que vamos percorrer e tem todos os mapas no computador com exatamente a rota que ele fez. Disse que vai nos passar por e-mail. Quando eu tiver acesso eu vejo.

Seguimos em direção ao Porto que nos levaria mais perto de Duncan. Ao chegarmos, comemos umas bananas e granola. Tinhamos que esperar 40 minutos para o próxima balsa chegar. Fui jogar as cascas de banana no lixo de uma lojinha perto do porto, onde 3 senhoras estavam comprando sorvete. Elas me perguntaram aonde iamos e porque iamos, quando disse o DSC00391motivo elas começaram a tirar dinheiro da carteira e me deram. Eu disse que não precisava, mas elas falaram que o dinheiro era pra comprar mais bananas. ;) . Foi o que fizemos. Muito Obrigado!!!

Ao desembarcar, pedalamos mais uns 10km até o camping BeeHive, onde fizemos um belo macarrão com atum e um leite quente para espantar o frio.

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

15/Maio - Dia 4 - Vancouver a Mission

May 15th, 2009

Distância: 75,83 km
Dist. Acum.: 222,84 km
Tempo: 8h

Acordamos cedinho na casa do Sultan. Eu ainda estava cansado, mas acho que era preguiça. O Nelson estava roncando no sofá e eu fui tomar banho. Arrumamos tudo e eu deixei 2 presentes para o Sultan, como forma de agradecimento e deixei umas roupas para que ele enviasse para o Kevin, um dos professores e administradores da escola que eu estudei. Em setembro começam as aulas lá denovo e eu pego com ele. (pra eu não esquecer, era uma calça jeans, um casaco corta vento,…, ih.. já esqueci o resto..)

DSC00400O dia prometia sol, mas a manhã estava bem gelada. Meu joelho esquerdo estava um pouco chato e logo se endireitou. Pedalamos bem, mas alguns trechos da estrada estavam em reforma, sem acostamento, e outros trechos o acostamento era bem estreito. Seguimos pela estrada 7 B depois pegamos a 7. Num desses trechos que estavam sem acostamento, nós iamos pela calçada, quando tinha, e eu tomei um tombo.. kkkk… foi ridículo, cai quase parado, mas tudo bem. Sabe quando o pedal engata na sapatilha e não sai nem a pau? Então.. foi assim.

Almoçamos num posto na estrada Mary Hill Hwy, comemos sanduiche e suco. Mais pra frente paramos num supermercado pra comprar comida pra hoje e amanhã. Maçãs, bananas, laranjas, pão, alho, cebola… Seguimos e logo chegamos em Mission, cidade que deveriamos parar, mas como estavamos bem, seguimos em frente.DSC00401

Logo eram 16h e tinhamos que começar a pensar num lugar pra dormir. As 17h40 o Nelson apontou para uma fazenda na beira da estrada. Na porta tinha umas placas em preto e vermelho: Se afaste. Propriedade Privada, os invasores serão processados. Olhei pra cara dele e falei.. “Sério? Você quer ir aí mesmo? Olha essas placas…”. E ele falou pra seguirmos.

Para a minha surpresa, a Mary, uma das pessoas que moram na fazenda, se aproximou e comecei a explicar o que estavamos fazendo ali e porque. Ela nos recebeu de braços abertos e logo foi chamar os donos da fazenda. Um casal de senhores húngaros, Laszlo e Katalin, com seus oitenta e poucos anos, artistas. No inverno eles fazem miniaturas de carruagens, carros, trens, carroças, … lindo. Eles tem um galpão com mais de 100 miniaturas de DSC00405DSC00406DSC00409carruagens, com seus cavalos e personagens devidamente vestidos. Tudo feito a mão, por eles. Impresisnoante. Logo a senhora nos trouxe frutas, manteiga, leite, 2 galões d’água e o filho da Mary trouxe uns 7 macarrões estantâneos pra gente levar na viagem. Já temos comida para a semana.

Não demorou muito chegaram dois amigos da Mary, um casal, o rapaz trabalha dirigindo empilhadeira e nas horas vagas é campeão de caça com arco e flecha. Animal o arco desse cara, tem até mira laser pra diferentes distâncias. Ele tem um outro para as pessoas normais poderem usar também. Eu e o Nelson tentamos atirar, por sorte não perdemos a flechas. Mas acho que eu não caçaria nenhum animal a não ser que precisasse muito da comida.

Depois de fazer a janta da noite, comemos, tomamos um banho quente e dormimos. Amanhã devemos acordar cedinho, junto com as galinhas da fazenda. E vamos fazer um pré planejamento para o próximo dia. O povo disse que ainda neva em Saskaton, tomara que não peguemos neve.

Beijos

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

14/Maio - Dia 3 - Vancouver - Dia de descanço

May 14th, 2009

Dia 3 – East Vancouver

DSC00398Hoje eu tirei o dia para descansar e o Nelson foi pra Whistler. Eu preferi ficar aqui na casa do Sultan, amigo da Arábia Saudita, escrevendo e arrumando o freio traseiro da bike que está meio frouxo. Acabei arrumando o problema da roda dianteira, e parece que deu certo. Vamos ver o resultado amanhã!!

Lembram que eu comentei do teclado em árabe? tenta ler isso:

Cya

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

Saudacoes da Arabia Saudita

May 14th, 2009

Fala gente, tudo bem???

Escrevi 2 dias de vagem no meu computador, e preciso colocar aqui, mas o computador que eu estou escrevendo agora eh do meu amigo da arabia saudita… e adivinha.. o teclado eh em arabe!!! hahaha… tudo aqui ta escrito da direita pra esquerda, com aquela caligrafia que nao da pra entender…

Entao, so to escrevendo pra dar um oi e pra dizer que vou colocar os posts dos 2 dias que faltam quando conseguir um ponto de internet ou um computador com windows em ingles, ok????

Bjao e abs

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

13/Maio - Dia 2 - Duncan a Vancouver

May 13th, 2009

Dia 2 – Duncan – Nanaimo – Vancouver
Distância: 107,52 km
Dist. Acum.: 147,01 km
Tempo: 15h (-3h de barco)

Dormi mal na barraca por causa do vento forte no Camping. Acordei diversas vezes e coloquei o casaco corta-vento. Levantei umas 6h45 e comecei a arrumar a bagunça dentro da barraca. Logo em seguida o Nelson acordou também e fizemos um café da manhã. O tempo estava ruim, mas não estava chovendo. Saímos do camping as 9h30 e fomos em direção ao centro da cidade de Duncan. Não demorou muito e começou a chover.

Logo no início encontramos um ciclista pedalando na estrada, o nome dele é Robert e pedala com uma speed muito bacana e conversamos o caminho inteiro até a Highway 1. O Robert sofreu um acidente de bike quando tinha 18 anos, um caminhão atropelou ele na estrada e ele sobreviveu. Ele não lembra de nada do que aconteceu um mês antes e um depois do acidente e disse que tem problemas para memorizar as coisas. Agora ele recebe uma pensão de invalidez do governo, tem uma mulher e dois filhos.

Seguimos em direção a Nanaimo e resolvi parar para arrumar o iPod e nessa hora o Nelson percebeu que o guidon estava frouxo. Ainda bem que ele percebeu isso parado !!!! Seguimos mais algumas horas e paramos para almoçar num mercado na beira da estrada. O lugar era muito limpo e tinha uma variedade boa de frutas e legumes. Compramos pão, miojo, um tempero de frango pra comer com pão, maçã, banana e um suco grande. Comemos ali mesmo e seguimos a diante.

A partir desse ponto começou a chover mais forte e não parou mais. Minha meia começou a molhar e meu pé esfriou. Depois de um tempo, a luva (era a prova d’agua) começou a molhar e minha mão ficou gelada. O casaco e a calça impermeável aguentaram bem e fizeram o serviço direitinho.

Chegamos no porto de Nanaimo as 17h30 e tivemos que esperar o Ferry até as 19h00. Comemos mais bananas, maças e cenouras dentro da loja de conveniência do porto e partimos. Neste ponto já tinhamos pedalado 79,32km e foi bom descançar mais 1h30 dentro do Ferry.

Até sairmos do barco já eram 21h e estavamos em West Vancouver, que fica há uns 20km do centro da cidade. West Vancouver é uma das partes mais ricas da cidade e mais montanhosas também. Chegamos em Stanley Park as 23h, comemos mais uma vez. Minha mão estava congelando e estava com muito frio, devia estar uns 5˚C, com chuva, vento, luvas e meias molhadas. Seguimos para o Granville Station Skytrain. Pegamos o trem até a 29th Station e fomos para a casa do Sultan Mohavis, amigo da Arábia Saudita. Fomos muito bem acolhidos e tomamos um belo banho quente para dormir.

Hoje não tirei nenhuma foto por causa do mal tempo. Só chuva. Osso demais.

Beijos

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

Victoria

May 12th, 2009

Boa noite pessoal.

Hoje foi um dia muito interessante. Acordamos umas 9h30 e parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim. Pensei que era só comigo, mas o Nelson estava bem cansado também. Enrolamos pra sair do Hostel. Ficamos hospedados no Hostel chamado Ocean Island Backpackers Inn. É bem mais ou menos, mas tem internet de graça… iupi!! hehe

Hoje passeamos um pouco aqui em Victoria, fomos no Parlamento (Legislative Biulding), as margens da James Bay, e em alguns outros lugares bacanas na cidade, mas logo tinhamos que ir para a primeira reunião do Rotary Clube.

Parlamento Victoria

Rainha

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DSC00319Chegamos atrasados para a primeira reunião, pois não sabiamos qual era o melhor horário pra chegar, já que não tinhamos avisado que iamos. Achamos melhor não interromper a reunião no meio, então esperamos até o fim e fomos falar com o Presidente, Peter J. Norman. Muito simpático e nos atendeu muito bem. Nos apresentou um estudante brasileiro (Lucas Moraes, de Patos de Minas, MG) que está fazendo intercâmbio em Calgary e estava em Victoria para uma visita. O Lucas nos abriu a oportunidade para conhecer um pouco melhor Calgary e nós vamos nos encontrar novamente em algumas semanas. Fora isso conhecemos um projeto grande que eles tem em São Paulo, com catadxc ores e reciclagem de lixo, através do Sr. Terence Jones. Muito bacana. Depois desse encontro, o Sr. Peter nos deu um Mapa da Ilha muito bom e detalhado. Muito Obrigado, Peter.

Depois dessa reunião fomos numa lojinha onde o Nelson comprou um casaco corta vento bem baratinho e fomos ao mercado. Compramos uns pães, patê, maçãs, bananas, granola, chá, etc.. Fizemos um lanche no hostel e partimos para o próximo encontro com um Rotary na UVIC (Universidade de Victoria). Vimos alguns coelhos na calçada, aproveitando o sol na grama quando chegávamos no campus da universidade.

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Nesse encontro nós chegamos a tempo e fomos muito bem recebidos. Conversamos com uma senhora muito simpática por muito tempo, mas infelizmente eu esqueci o nome dela. Depois do jantar, alguns membros do clube falaram sobre os projetos que eles estão desenvolvendo, incluindo a ajuda para equipar um hospital em Unganda (onde a Gisele, grande amiga, está). Muito bacana os projetos que eles desenvolvem aqui no Canadá, fiquei realmente impressionado. Na sequência das apresentações, falamos um pouco com o Presidente, John Noyes, e outros membros do clube para explicarmos o porquê estavamos lá. Todos foram muito simpáticos e receptivos. Muito obrigado, John.

Do hostel até a UVIC são uns 9km, numa região relativamente plana (é quase um tobogã, sobe e desce… ) e muito gostosa. Pegamos um vento contra no caminho inteiro mas foi bem divertido. Ao chegar no hostel, jantamos novamente e começamos a arrumar a bagunça.

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É isso pessoal. Amanhã vamos começar oficialmente a viagem, molhando as rodas no Mile Zero.

Bjos e Abraços!

L.Felipe British Columbia, Trans-canada

A caminho de Victoria, onde tudo começa…

May 11th, 2009

Salve Galera!

Hoje acordei cedinho e voltei a empacotar tudo… Sai da casa e fui direto pra bicicletaria comprar freios novos… Depois de ficar uma meia hora na bicicletaria pra colocar os freios, sem tirar toda a bagagem da bike, fui almoçar no Subway e me encontrei com o Nelson, algumas horas depois… Ele estava no Hostel International, muuuuuito bacana. Esse hostel era uma base militar de hidro-aviões da 2a guerra mundial… eu vou colocar as fotos mais tarde na seção de Fotos.

Bom, quando eu encontrei com o Nelson, já eram 4h. e nós tinhamos que correr pro Sul de Richmond pra pegar o Ferry Boat pra Ilha de Vancouver. No caminho encontramos um casal de ciclistas bem simpáticos, Ann e Andy, que nos ofereceram uma carona para o Ferry. Nós aceitamos. Fomos para a casa deles, colocamos tudo na Pick-up do rapaz e seguimos nosso caminho.

Esse Ferry é gigantesco, cabe uns 400 carros e tem um restaurante imenso, tão imenso quanto a fila e o preço da comida. A viagem de barco dura 1h30 e depois tinhamos mais 35km pra pedalar em direção a Victoria. Resumindo, começou a chover e ventar pra caramba e anoitecer. Eis que o companheiro tem uma idéia fenomenal.. pegar outra carona para Victoria… Fomos até o estacionamento com essa intenção… depois de percorrer 2 andares de estacionamento achamos outro casal simpático, John e Dora, que neram carona até a frente do Hostel.

Essas caroninhas foram convenientes para conseguirmos chegar relativamente cedo em Victoria, que é onde começa tudo, pois é onde começa a Highway One, estrada que cruza o Canadá de ponta a ponta, ou de Costa a Costa. Esse “começo” tem um nome, chama Mile Zero e é lá que vamos molhar nossas rodas no oceâno Atlântico e seguir a tradição da travessia.

Essa estrada é a nossa “guia” para chegar do outro lado do país e vamos pedalar sempre por perto dela.

Amanhã vamos dar uma volta na cidade e na terça vamos mergulhar nossas rodas no oceâno e seguir em direção a Nanaimo.

É isso ae.. se cuidem.

Bjos e Abraços.

L.Felipe Preparativos

Arrumando a Mala (alforge)…

May 10th, 2009

Aquelas malas que vão na lateral da bicicleta, chamam alforges. Elas ficam presas no bagageiro e todo o peso da carga fica na bike e não nas nossas costas. Melhor né? hehehe

É engraçado ver a diferença entre o Brasil e o Canadá. Aqui, todo mundo na rua usa a bike como meio de transporte e todo mundo usa o alforge pra carregar as coisas.. e os alforges tem trava rápida.. ou seja, nada daquele monte de fita que prende aqui, prende alí, enrosca acolá.

Ontém eu comprei o suporte da camera e sai na rua testando… vou dizer que a galera gostou. Muita gente me parou pra ver como funcionava… e 100% das pessoas me olhavam com uma cara tipo “o que esse cara tá fazendo?” … foi interessante.

Ainda não tive tempo de tirar o vídeo da camera, mas assim que fizer isso, edito rapidinho e coloco aqui pra vcs verem como ficou o primeiro teste da camera.

Bom, hoje é meu último dia aqui na casa que estou, então estou arrumando tudo pra sair, comprar freios (descobri ontem que os meus estão já no final) e encontrar o Nelson no Hostel para irmos para Victoria.

Então é isso. A partir de hoje é PRA VALER… ou como já dizia Sílvio Santos: “Valennnnnnnndo”…

É isso ae galerinha.

Bjos e Abs!

L.Felipe Preparativos

Coração apertado, alforge quase pronto.

May 7th, 2009

Salve galera.

Hoje faltam 2 dias para o início previsto da viagem. Amanhã vou comprar tudo o que falta com o Nelson na MEC.

Temos algumas coisas pra fazer, já que a bike do Nelson chegou com a caixa estourada e o garfo amassado e, aparentemente, trincado. Ele está vendo se troca o garfo ou troca de bike. Além desse imprevisto, eu estou tendo problemas com o cubo da roda dianteira, que está meio bambo. O pessoal da bicicletaria esqueceu de colocar aquela protecao para o cubo na hora de embalar, e isso prejudicou bastante, pois ele estava em contato direto com a caixa e acabou fazendo um furo na caixa. Amanhã eu vou na bicicletaria ver se tem jeito ou se eu troco o cubo.

Coisas de última hora… sempre tem uma pendência.. estou tentando comprar umas peças num site americano mas não estou conseguindo fazer com que entreguem no canadá, pq meu cartão de crédito é brasileiro. Burocracia. Vou tentar resolver isso hoje, ou então terei que ir pra Seattle no sábado, pra comprar pessoalmente.

Tamo ae. Ansioso. Acelerado. Morrendo de vontade de pedalar.

Bjos e abs

L.Felipe Preparativos

Hoje chega o Dupla!!

May 4th, 2009

Salve galera!

Faz um tempinho que não escrevo.. tenho muitas fotos pra colocar aqui, mas cada dia que passa eu fico menos em frente ao computador. Aqui tem muita coisa pra conhecer. Essa cidade é demais.

Bom, na sexta-feira passada (feriado aí no Brasil) foi o último dia de aula de muitos bons amigos aqui na escola. Sílvia começa sua jornada em direção ao Alaska, com um pequeno pit-stop nas Rocky Mountains. Juan, colombiano, volta pra sua cidade e seu emprego. Ahmad, Libiano, volta pra realidade também.

Em contra partida, grande companheiro Nelson Müller chega aqui na cidade pela manhã. (aqui são 1h30 da manhã, e ele deve chegar umas 9h30)… Contando mais meia hora na Imigração, meia hora pra pegar a bagagem, Uma hora pra montar a bike… devo me encontrar com ele a tarde.

Amanhã temos 2 reuniões com Rotarys aqui de Vancouver na hora do jantar. O Nelson vai me passar todas as informações detalhadas sobre os projetos, já que, aparentemente, algumas coisas mudaram.

Essa semana nós vamos comprar os fogareiros e os últimos detalhes pra iniciarmos a jornada.

Ontém eu fui numa loja que chama “Exército da Salvação” (Salvation Army) e tem um monte de traquitandas importantes pra viagem. Coisas de sobrevivência na selva, etc.. muito bacana e barato.

Boa viagem, Nelson.

Beijos e Abraços

L.Felipe Preparativos