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	<title>Canada Costa a Costa</title>
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	<description>Expedição ciclística do Oceâno Pacífico ao Atlântico. Victoria a St. John's. De Maio a Setembro 2009.</description>
	<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 15:19:47 +0000</pubDate>
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		<title>22/Julho - Dia 71 – Carillon a Montreal</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 13:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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Dia 71 – Carillon a Montreal
Distância: 98,00km
Dist. Acum.: 5780,00 km
 
Acordei cedo, arrumei tudo e tomei café da manhã com o pessoal que conheci ontem. Já na estrada, eu não estava com aquela vontade de pedalar. Estava com uma preguiça fora do comum. O caminho começou muito bonito, mas era cheio de opções. Eu estava [...]]]></description>
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<h1 style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">Dia 71 – Carillon a Montreal</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span lang="PT-BR">Distância: 98,00km</span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Dist. Acum.: 5780,00 km</span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Acordei cedo, arrumei tudo e tomei café da manhã com o pessoal que conheci ontem. Já na estrada, eu não estava com aquela vontade de pedalar. Estava com uma preguiça fora do comum. O caminho começou muito bonito, mas era cheio de opções. Eu estava seguindo a Route Verte, que é específica para ciclismo, mas ela faz umas voltas e nem sempre é o caminho mais rápido para ir de um lugar ao outro. </span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Hoje eu estava querendo chegar logo em Montreal. Queria que fosse só meia hora de pedal pra poder aproveitar a tarde. O dia estava muito bom. Quer dizer, estava nublado e com todos os indícios de chuva, mas não choveu, estava a temperatura ideal pra pedalar, mas minhas pernas pareciam cansadas. Acho que eu estressei um pouco a musculatura nos dias antes de chegar em Ottawa e ontém. Sei lá. Parece que eu perdi potência.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Estranhamente, eu estava sem fome quase o dia todo. Meus amendoins estavam acabando, minhas barras de cereal estavam acabando e minhas frutas secas já tinham acabado há um tempo. Resolvi não almoçar e acabar com o estoque de coisas que eu tinha na mala. Comi banana, um lanche que o Marcel tinha me preparado, uns amendoins. Mais tarde eu comi umas barras de cereal. E assim segui. </span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Dado momento, eu tinha algumas opções para chegar em Montreal. Eu não sabia, mas Montreal é uma ilha, e para chegar lá eu teria que atravessar uma das várias pontes que ligam o continente a Ilha de Laval, atravessar essa ilha e pegar outra ponte para a ilha de Montreal. Pois bem. Falando assim parece fácil, mas para atravessar o primeiro trecho fui pedindo direções e cada um me falava uma coisa. E os que não falavam nada só falavam francês. Realmente foi uma raridade encontrar alguém que falasse inglês. Mas fui que fui, arrisquei e depois de muito tempo cheguei em Laval. </span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Segui beirando a costa e pedindo mais direções no meio das vilas. Bom, chegando mais próximo a primeira das pontes, vi uma placa de proibido bicicletas. Segui reto, parei num posto e pedi mais direções. Fui indo, indo, indo, até que consegui atravessar. Mas isso já eram quase 18h e eu ainda com aquela preguiça. </span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Parei numa biblioteca em Mont-Royal, um bairro meio afastado do centro para entrar em contato com uma amiga que mora aqui. Verifiquei meus e-mails e ela não tinha respondido. Tentei ligar, deu caixa postal. Bom, acabei descobrindo que ela estava no Brasil essa semana. “E agora?” pensei com meus botões. Liguei para a Marianne que mora aqui e o telefone também deu caixa postal. Decidi ligar para o Davi e Lilian que conheci em Ottawa, mas eles não estavam em casa. Deixei recado. Comecei a me desesperar.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">No meio do desepero veio o “clique”. O Carlos, um dos leitores do blog, mora aqui em Montreal e ele queria fazer o caminho Montreal-Quebéc comigo. Pensei “porque” não tentar. Liguei pra ele e ele falou pra ir pra casa dele. Se não desse pra ficar lá, ele arrumaria um lugar pra eu ficar. Uffaa…. </span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoHeader"><span lang="PT-BR">Segui para a casa dele, e pedalei mais uns 13kms pra chegar. Nisso o Davi e a Llian me ligam, preocupados comigo, pois tinham recebido meu recado. Perguntaram se eu tinha conseguido um lugar para arrumar e combinamos de jantar amanhã. Na casa do Carlos estavam hospedados, ele, a esposa Meire, os 2 filhos, o Adriano e a prima da Meire com os 2 filhos. Casa quase lotada. Eles colocaram um colchão pra mim na sala e me receberam extremamente bem. Sensacional.</span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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		<title> Atualização&#8230;? Ufa.. finalmente&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 22:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Fala pessoal,
Finalmente eu atualizei os posts no site&#8230; então agora vocês tem material pra semana toda. Foram mais de 20 dias de atualização.. heheh..
Bom, as fotos, ainda não consegui resolver o problema, mas estou trabalhando nisso agora. Os textos estão aí, o mapa está atualizado. Vou atualizar os outros textos também, pois alguns objetivos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1222" title="dsc00594" src="http://canadacostaacosta.com/wp-content/uploads/2009/07/dsc00594-300x225.jpg" alt="dsc00594" width="300" height="225" />Fala pessoal,</p>
<p>Finalmente eu atualizei os posts no site&#8230; então agora vocês tem material pra semana toda. Foram mais de 20 dias de atualização.. heheh..</p>
<p>Bom, as fotos, ainda não consegui resolver o problema, mas estou trabalhando nisso agora. Os textos estão aí, o mapa está atualizado. Vou atualizar os outros textos também, pois alguns objetivos da viagem mudaram.</p>
<p>Hoje estou em Montreal e amanhã sigo em direção a cidade de Quebéc. Devo chegar lá em 2 ou 3 dias. São uns 270kms daqui. Vamos ver como vai ser o tempo, o pedal e o vento amanhã. <img src="file:///Users/lfpnovaes/Library/Caches/TemporaryItems/moz-screenshot-1.jpg" alt="" /></p>
<p>Até a próxima&#8230;</p>
<p>Beijos e Abraços&#8230;</p>
<p><img src="file:///Users/lfpnovaes/Library/Caches/TemporaryItems/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>21/Julho - Dia 70 – Ottawa a Carillon</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:43:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 70 – Ottawa a Carillon
Distância: 102,00km
Dist. Acum.: 5682,00 km
Acordei as 6h30 e comecei a arrumar minhas coisas. Coloquei tudo nas malas e tomei café da manhã com Marcel e Susan. Eles foram muito bacanas e me fizeram sandwiches para eu comer no almoço. Marcel comentou que não era bom eu pedalar dentro da cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 70 – Ottawa a Carillon<br />
Distância: 102,00km<br />
Dist. Acum.: 5682,00 km</p>
<p>Acordei as 6h30 e comecei a arrumar minhas coisas. Coloquei tudo nas malas e tomei café da manhã com Marcel e Susan. Eles foram muito bacanas e me fizeram sandwiches para eu comer no almoço. Marcel comentou que não era bom eu pedalar dentro da cidade na segunda-feira naquele horário, pois os motoristas de Ottawa não são dos melhores. Ele resolveu me dar uma carona até o Ferry em Cumberland, que fica há uns 20 kms da casa dele.</p>
<p>Chegamos no porto e peguei o ferry para o lado de Quebec. Essa seria uma experiência ainda mais nova, pois em Quebec a língua oficial é o francês e dependendo do lugar, as pessoas não falam inglês. Mas, como o caminho percorre toda a fronteira entre a província de Quebec e a província de Ontario, supus que as pessoas fossem bilingues.<br />
Minha suposição foi por água abaixo quando eu fui perguntar por direções para a primeira senhora, há 100 metros do ferry. Ela só falava francês. Me virei com meu francês de 10 anos atrás (quando tive aula no colégio) e consegui o caminho que eu queria.</p>
<p>Pouco mais pra frente parei num restaurante pequeno para abastecer minhas garrafas d’água e mais um susto. As pessoas só falavam francês. Bom, aí eu me dei conta que não estava mais numa região que eu conseguiria me virar fácil e que talvês teria dificuldades para conseguir as coisas que eu precisarei.</p>
<p>Continuei no pedal e 40 minutos depois conheci James, senhor que estava começando sua viagem de bicicleta hoje. Ele vai de Ottawa a Halifax. É aposentado, viajou mais de ano de moto, para tudo quanto é lugar na américa do norte e agora resolveu mudar o estilo de viagem. Ele estava bastante entusiasmado com a viagem e paramos para tomar um café e conversarmos um pouco.</p>
<p>Seguimos juntos por mais 40 kms e nos separamos em Grenville. Ele foi para Ontario novamente, num camping que ele queria ficar. Eu fui para a casa de informações turísticas para pegar informações mais detalhadas e acabei ficando lá por uns 40 minutos conversando com o rapaz que trabalha lá. Muito simpático o garoto e muito interessado no Brasil, me fez muitas perguntas bacanas. Segui meu caminho pelo lado Quebecano e deixei a sorte me guiar para achar as pessoas bilingues.</p>
<p>A estrada era pequena e cada metro que passava as casas foram ficando maiores e mais requintadas. Todas a beira do rio e com lanchas e carrões na garagem. Grandes árvores em ambos os lados da estrada faziam bastante sombra para afastar o calor e deixar o cenário mais interessante. Não demorou muito para aparecerem as áreas delimitadas para oc ciclistas e mais pra frente as ciclovias. James me mostrou no seu livro de mapas para cicloturistas de quebec que, só na província de Quebec tem mais de 750 kms de ciclovia. Woow.. pense! Seguro demais para os ciclistas.</p>
<p>Cheguei numa cidade chamada Carillon e parei para pedir informações sobre o centro e o que encontraria lá. Felizmente a senhora para a qual pedi informação falava inglês (não muito bem, mas falava), e o lugar que eu estava era um camping. O dia estava lindo, tinha um belo rio do lado do camping e eu pensei: por que não ficar no camping hoje e aproveitar o dia. Afinal já eram 17h e logo mais eu teria que parar mesmo. Já tinha pedalado meu 100 e poucos kms do dia e estavam suficientes.</p>
<p>Muito bem, comi 2 sorvetes na lojinha e fui armar minha barraca. No site ao lado do meu, uma familia estava acampando. Mulher, marido, 2 filhos, irmão e cunhada com os 2 sobrinhos. Logo que eu cheguei com a bicicleta, já começaram a me perguntar um monte de coisa em francês. Respondi em francês que eu era brasileiro e meu francês é muito fraco, se eles poderiam falar em inglês comigo. Bom, apenas a mulher e o irmão falavam inglês e eles traduziam tudo o que eu não entendia do francês para mim.</p>
<p>Na hora de montar a barraca as 4 crianças vieram me ajudar. Logo comecei a montar minhas coisas para fazer a janta, mas na sequência já me convidaram para que eu jantasse com eles. Já tinham até feito meu prato. Jantei com todos e foi muito interessante. Eu acho muito legal ouvir as pessoas falarem o francês, mesmo quando eu não entendo muito. É bom para treinar o ouvido e, acho que em breve, devo lembrar de muita coisa das minhas aulas de colégio.</p>
<p>Depois da janta tomei um banho de 5 minutos. Como eu sei que eram 5 minutos? Tive que pagar 1 dolar para tomar um banho de 5 minutos. Hahaha. Me ensaboei rapidinho com a água potável que eu tinha, coloquei a moeda, apertei o botão e tomei um banho quentinho. Logo depois fui conversar com o pessoal e mostrei umas fotos do Brasil e da viagem. Em seguida fui para a barraca escrever e dormir.</p>
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		<title>20/Julho - Dia 69 – Ottawa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:34:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 69 – Ottawa
Distância: 0,00km
Dist. Acum.: 5580,00 km
Acordei cedinho e tomei café da manhã com toda a família. Comi bem demais. O Marcel fez um café da manhã delicioso. Logo arrumei minhas coisas e fui para o centro da cidade.
O caminho até o centro beira o rio e tem a ciclovia em todo o percurso. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 69 – Ottawa<br />
Distância: 0,00km<br />
Dist. Acum.: 5580,00 km</p>
<p>Acordei cedinho e tomei café da manhã com toda a família. Comi bem demais. O Marcel fez um café da manhã delicioso. Logo arrumei minhas coisas e fui para o centro da cidade.</p>
<p>O caminho até o centro beira o rio e tem a ciclovia em todo o percurso. A rua fica fechada para as pessoas no domingo e muitos senhores, crianças, adultos e jovens estavam passeando, correndo, pedalando, patinando. Ah, não posso esquecer dos que estavam com suas canoas e barcos no rio. Esse rio passa no meio da cidade e tem eclusas que controlam o nível da água. Imagina que irado ir passear no meio da cidade de canoa. Sai da sua casa, coloca a canoa no rio, vai até o trabalho, deixa o barco na marina ou no clube de canoagem e continua a vida. Hehehe. Irado.</p>
<p>Fui no prédio do Parlamento e fiz um tour com guia. É de graça e dá pra ir em todos os prédios do Parlamento. É sensacional. O prédio é lindo, por dentro e por fora. Coisa absurda, juro. No meio do tour eu conheci um pessoal brasileiro. Davi e Lilian com as filhas que moram em montreal e os irmãos deles. O pessoal é simpático demais e muito bacana. O Davi faz pós doutorado em montreal e eles vão ficar por aqui até o fim dos estudos.</p>
<p>Depois eu fui no museu da civilização que é muito bacana e conta a história de como o canadá começou e estavam com a mostra do egito. Lá, assisti uma sessão do IMAX. Era um filme de 30 minutos sobre o fundo do mar. A tela do cinema IMAX é muito, muito, muito grande. A cadeira deita um pouco e para olhar de um canto ao outro, você tem que virar o rosto quase 90˚. Sensacional. Parece que a gente tá dentro do filme.</p>
<p>No caminho de volta, passei pelo monumento em homenagem aos soldados canadenses que morreram em todas as guerras que eles participaram. Assisti a troca de guarda, que acontece de hora em hora. Tem todo um procedimento pesado com bandinha e tudo.</p>
<p>Na próxima vez que eu for pra Ottawa, preciso ir no Museu da Guerra, que dizem que é muito interessante e na Casa da Moeda (Mint), para ver a produção de moedas. Se rolar de eu ir em dia de semana, dá pra ver a produção de verdade.</p>
<p>Parei numa praia dentro de um parque. Fiquei lembrando de como é a praia no Brasil bateu uma nostalgia. Mas logo voltei pra realidade e fui para a casa do Marcel e da Susan.</p>
<p>Quando cheguei tomei um baita susto com o Marcel, que estava no quintal arrumando as plantas. Ele me ajudou a limpar a corrente e dar uma geral na bike. Depois tomei banho e jantamos. Conversamos bastante durante a janta e foi muito gostoso.</p>
<p>Gravei umas músicas brasileiras no computador da Susan, ensinei-a a usar o Ipod dela e fui dormir.</p>
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		<title>19/Julho - Dia 68 – Ottawa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 68 – Ottawa
Distância: 0,00km
Dist. Acum.: 5580,00 km
Essa noite, dormi super bem. Estava cansado e precisava de uma boa noite de sono. Acodei umas 8h30 e tomei café da manhã com Marcel e Susan. Eles fizeram um café da manhã bem bom, com ovos, croissant, cereal, café.
Logo na sequência, lavei minha roupa e fui ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 68 – Ottawa<br />
Distância: 0,00km<br />
Dist. Acum.: 5580,00 km</p>
<p>Essa noite, dormi super bem. Estava cansado e precisava de uma boa noite de sono. Acodei umas 8h30 e tomei café da manhã com Marcel e Susan. Eles fizeram um café da manhã bem bom, com ovos, croissant, cereal, café.</p>
<p>Logo na sequência, lavei minha roupa e fui ver e-mails e conversar com a família, que estava ficando preocupada com minha ausência. Mas viagem é assim mesmo. A gente tem que sumir um pouco. Fiquei um bom tempo na internet e o tempo lá for a estava bem estranho. Choveu, nublou, choveu, nublou.</p>
<p>Depois do almoço, Marcel me levou para dar uma volta na cidade de carro. Foi uma experiência interessante, já que não conhecia muito bem a cidade e fazia bastante tempo que eu não andava de carro. Tirei algumas fotos de dentro do carro, mas pretendo tirar mais amanhã, quando eu for realmente conhecer a cidade.</p>
<p>Mais tarde o irmão do Marcel chegou com a esposa, ficamos conversando um pouco e jantamos. Logo depois da janta fomos todos dormir.</p>
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		<title>18/Julho - Dia 67 –  Arnprior a Ottawa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 67 –  Arnprior a Ottawa
Distância: 109,00km
Dist. Acum.: 5580,00 km
Quando acordei, comecei a escrever um pouco sobre o dia de ontem. Tomei café da manhã com o Mark e os filhos dele e logo na sequência já coloquei tudo na bicicleta. Me despedi dele e dos filhos e segui para a estrada. Fui indo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 67 –  Arnprior a Ottawa<br />
Distância: 109,00km<br />
Dist. Acum.: 5580,00 km</p>
<p>Quando acordei, comecei a escrever um pouco sobre o dia de ontem. Tomei café da manhã com o Mark e os filhos dele e logo na sequência já coloquei tudo na bicicleta. Me despedi dele e dos filhos e segui para a estrada. Fui indo em direção ao centro de Arnprior, 17 kms longe de onde estava. Parei num posto, reabasteci de água e pedi informação para seguir em direção a Ottawa, pois a estrada que eu estava ontem, a highway 17, virou hwy 417 e não é permitido pedalar.</p>
<p>Bom, segui para a cidade, e peguei a antiga hwy 17, desativada há  mais de 10 anos. Estrada bem boa, sem movimento e com muitas fazendas e lugares bonitos. Apesar de estar paralela a rodovia principal, quase não havia carros e barulho. Segui até chegar num trecho sem asfalto. Parei, fiz aquela cara de “ué, não deveria ser assim”, mas segui. Eu tinha informações que essa estrada deveria ser asfaltada até Ottawa, mas mesmo assim parei um carro (o único que passou por mim nesse trecho) e perguntei se estava no caminho certo. Estava.</p>
<p>Segui uns 3 kms na rua de terra com cascalho. Muito gostosa a estrada, por sinal. Fazia tempo que eu não andava numa estradinha assim e me fez lembrar o Circuito Vale Europeu, em Santa Catarina. Passei por um tunel de árvores e o asfalto voltou ao normal. Muito melhor do que o normal, pra falar a verdade. Muito bem cuidado. Segui em direção a Carp, onde parei para tomar um sorvete. Conversei com um pessoal nos correios e, como estava no meio da cidadezinha, pedi informação denovo.</p>
<p>Um ciclista me informou um trajeto totalmente rural, onde eu não pegaria trânsito nenhum e me levaria direto para a entrada de Ottawa. Segui essa estrada chamada Old Carp por uns 9 kms, com muitas casas lindas e muito bem cuidadas, e fui parar direto numa avenida com 3 faixas de cada lado, parecendo a marginal pinheiros. Nos primeiros 2 segundos eu fiquei meio assustado, mas logo vi a ciclovia e percebi que estava tudo bem.</p>
<p>Ottawa tem mais de 400kms de ciclovia e todo o trajeto, desde a entrada da cidade até o centro da cidade, eu percorri em ciclovia. Algumas ciclovias são na rua, outras são separadas, entram em parques, beiram os rios, totalmente sinalizadas e muito bem utilizadas pelos habitantes. Muitas pessoas correndo, caminhando, pedalando, andando de patins. Eu reparei também que essas pessoas tinham entre 7 e 90 anos. Ou seja, senhores de idade pedalando, patinando, caminhando, junto com os jovens, crianças e adultos.</p>
<p>Hoje, todo o caminho foi totalmente diferente e me trouxe uma sensação muito gostosa. Eu estava muito feliz por estar a chegando na capital do Canadá, por ter feito o caminho mais longo e mais bonito, por estar conquistando algo que eu queria há tempo. Só de chegar em Ottawa, pra mim, já é muita coisa e cheguei aqui com esse sentimento de conquista e independência. Foi único.</p>
<p>Já na cidade, nos meios das muitas ciclovias, conheci um ciclista. Eu não sei o nome dele, mas nós conversamos umas 5 horas seguidas. Pedalando ele me contou um pouco da história da cidade e me mostrou os lugares que eu deveria visitar. Tivemos conversas profundas sobre o futuro da humanidade, Marx e imperialismo. Não que eu tenha muito fundamento para falar sobre esses assuntos, mas foi um papo muito interessante. Tive que parar num bar em frente ao parlamento para tomar uma cerveja com o cara, para seguir o raciocínio. Hehe.</p>
<p>Nesse bar, liguei para o Marcel e fui para a casa dele. Ele me recebeu muito bem e sua esposa, Susan, também foi muito bacana comigo. Eles cozinham muito bem e fizeram um jantar sensacional. Conversamos um pouco, tomei um banho e dormi.</p>
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		<title>17/Julho - Dia 66 – Petawawa a Arnprior</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://canadacostaacosta.com/?p=1209</guid>
		<description><![CDATA[Dia 66 – Petawawa a Arnprior
Distância: 110,00km
Dist. Acum.: 5471,00 km
Choveu bastante essa noite. Ainda bem que eu estava protegido pelas árvores. Minha barraca estava embaixo de umas 4 árvores. Acabei nem jantando a noite passada. Ficou tarde para cozinhar, tomei um banho com bucha vegetal na torneira do banheiro e dormi. No meio da noite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 66 – Petawawa a Arnprior<br />
Distância: 110,00km<br />
Dist. Acum.: 5471,00 km</p>
<p>Choveu bastante essa noite. Ainda bem que eu estava protegido pelas árvores. Minha barraca estava embaixo de umas 4 árvores. Acabei nem jantando a noite passada. Ficou tarde para cozinhar, tomei um banho com bucha vegetal na torneira do banheiro e dormi. No meio da noite tive que comer umas maçãs, barra de cereal e fruta seca para compensar. Acordei com sede e um pouco de fome.</p>
<p>Pela manhã, acordei com o barulho dos esquilos. Abri a barraca e vi um montão deles. Eles fazem um barulho engraçado quando estão em cima da árvore ou quando veem algum perigo se aproximando. Arrumei tudo e comecei a tomar café da manhã. Enquanto tomava café a DONA DA CASA veio falar comigo e a gente conversou bastante até. Foi bem enriquecedor. Nesse meio tempo, outro amiguinho veio participar do meu café da manhã. É um esquilo menor que eles chamam de CHIPMUNK. O espertinho sentiu o cheiro da pasta de amendoim e veio em baixo da minha perna (eu estava sentado na grama) cheirar minha comida. Ele não tinha medo, vinha cheirava, dava uma volta e vinha me visitar denovo.</p>
<p>Fui para a estrada, agradecido pela hospedagem do CASAL. Estava meio nublado quando saí, mas o tempo foi abrindo ao longo do dia. Até a hora do almoço eu parei uma vez só para comer um amendoim e fazer um suco. A parte da manhã é sempre mais difícil pra mim, principalmente quando estou sozinho, e eu faço o máximo para pensar positivo e seguir o ritmo forte.</p>
<p>Na hora do almoço eu parei numa cidade com 7500 habidantes na beira de um lago. Fui na informações turísticas e pedi uma indicação para almoçar. Me indicaram um restaurante muito bom. Veio tanta comida no prato que eu tive que pedir uma marmita e levar o restante para a janta. Sobrou muito, e eu comi feito um cavalo. Nesse restaurante, uma família veio falar comigo e me disseram sobre um Festival de Blues que está acontecendo em Ottawa. Muito me interessa ir nesse festival. Várias bandas tocaram essa semana, Kiss, Ben Harper, entre outros.</p>
<p>Segui a diante com o festival na cabeça, e 50 e poucos kms depois eu cheguei em Arnprior, cidade que eu pernoitaria. Entrei no centro da cidade e parei no Subway para tomar uma coca. Na fila, conheci Mark, que estava com os dois filhos. Ele havia ido ao Brasil há pouco tempo e depois de 5 minutos de conversa, ele me convidou para pernoitar na casa dele. Aceitei muito agradecido. Conversamos um pouco enquanto eles comiam e ele seguiu para o jogo de futebol do filho.</p>
<p>Enquanto ele estava no jogo de futebol, eu fiquei usando a internet do Mcdonalds ao lado do Subway. Falei com família, respondi uns e-mails e dei uma olhada no Festival em Ottawa. O tempo passou rápido e logo eu tinha que seguir em direção a casa de Mark. No meio do caminho da casa dele ele passa de carro e segue. 10 minutos depois ele volta com a caminhonete do vizinho. Faltavam uns 15kms para chegar na casa dele e tinha um subidão considerável. (Ufa.. hehehe).</p>
<p>A casa dele é linda e fica a beira de um rio. O lugar é muito cheio de paz e não tem barulho de nada, a não ser do rio e dos passarinhos. Tomamos uma cerveja e conversamos um pouco no deck, em frente ao lago e logo fui tomar um banho para dormir.</p>
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		<title>16/Julho - Dia 65 – Dois Rivieres a Petawawa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 65 – Dois Rivieres a Petawawa
Distância: 109,00km
Dist. Acum.: 5361,00 km
Dormi muito hoje, foi tão bom. Estou há mais de 2000 kms sem um dia inteiro de descanço, ou seja, 18 dias. Estava precisando dormir um pouco mais. Estava pronto para pedalar as 11h da manhã. Karl e Amy decidiram ficar nesse camping para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 65 – Dois Rivieres a Petawawa<br />
Distância: 109,00km<br />
Dist. Acum.: 5361,00 km</p>
<p>Dormi muito hoje, foi tão bom. Estou há mais de 2000 kms sem um dia inteiro de descanço, ou seja, 18 dias. Estava precisando dormir um pouco mais. Estava pronto para pedalar as 11h da manhã. Karl e Amy decidiram ficar nesse camping para um dia de descanço, mas eu havia decidido há um tempo só descançar em Ottawa. Falta pouco, mais 2 dias e estarei lá.</p>
<p>Bom, deixei o casal e comecei a viagem sozinho. Hoje foi o primeiro dia que pedalei sozinho, sem previsão para ter companhia novamente. Foi diferente. Esses 4 dias com Amy, Karl e Suzi foram bons para que eu conhecesse ainda mais sobre meus limites fisicos, já que eles pedalam muito mais fortes que eu, e sobre minhas limitações mentais, pois a partir de agora vou pedalar sem o Nelson, o que não estava no programa. Foi uma preparação para a “liberdade”. De qualquer maneira, o Nelson está a pelo menos um dia na minha frente e o casal a um dia para trás. Devo encontrar o Nelson quando chegar em Ottawa e encontrarei Karl e Amy no meu dia de descanço. Provavelmente. Nunca se sabe, né.</p>
<p>Fui na fé. Tinha tomado um belo café da manhã no camping que me sustentou bem, estava abastecido de água, com minhas 4 garrafas. Não teria problemas. Só precisaria alinhar a cabeça para pedalar forte e fazer no mínimo 20km/h de média, pois estava saindo tarde e não poderia chegar muito tarde em Pettawawa, que fica há 100km da onde eu estava.</p>
<p>O dia começou cheio de montanhas e subidas, o que me preocupou. Então, parei de olhar a kilometragem no computador de bordo e deixei só a velocidade e a velocidade média a mostra. Falei para mim mesmo que não olharia a distância percorrida para não estressar a cabeça. Eu sabia que teria que pedalar 5 horas a 20km/s e isso bastaria. Teria só que manter a velocidade média o mais próximo de 20. (foi um bom método para fazer o tempo passar mais rápido na subida).</p>
<p>As primeiras 2 horas foram bem difíceis, por causa do calor e das subidas. Muito vento contra, que dificultava a pedalada, mas deixava a temperatura do meu corpo mais equilibrada. Comecei sem música e concentrei na pedalada e no topo das montanhas. A estrada é muito bonita e tem uns cenários bem bacanas. As casas na beira da estrada são muito bem cuidadas e tem uns jardins fenomenais.</p>
<p>Eu sabia que a 52 kms do inicio do dia teria uma cidade onde eu poderia almoçar (adotei o segundo café da manhã) um omelete com torradas e etc… Mas pouco antes, parei num posto de gasolina para usar o banheiro, tomar um sorvete (tava com uma saudade) e aproveitei para tomar um café gelado. Sentei no chão, próximo a bicicleta tomando o sorvete e me alongando.</p>
<p>Pouco depois cheguei no restaurante que precisava, na hora certa. Comi um omelete e tomei café com leite, suco de laranja, torradas e tudo mais. Foi sensacional. A Pati me ligou e a gente conversou um pouquinho, mas como ela estava no trabalho, não deu para falarmos muito. Segui mais adiante e cheguei numa cidade até que grande, parei num Tim Horton, tomei outro café e um Donut. Aproveitei para pegar uns sachês de açúcar e sal. Saindo do Tim Horton, um cara veio falar comigo, estava interessado no trailler. Aproveitei para perguntar onde encontraria um mercadinho para comprar frutas e um molho para colocar na janta. Fui no mercado e segui a diante.</p>
<p>A partir daí não encontrei mais longas subidas, e segundo informações, não teria mais subidas como as que eu peguei hoje cedo até Ottawa. Foi um alívio, assim eu poderia subir a velocidade média mais fácil e não me atrasar. Começou a garoar. Nesse plano até Pettawawa, passei por uma base militar. Na verdade toda a Pettawawa gira em função da base militar, que é gigante. Precisei de uma hora (uns 20kms) para passar pela base, que beira a estrada. Dava para ouvir os tiros de metralhadora da estrada e passei por 2 tanques de guerra que estavam a milhão na beira da estrada. Foi interessante.</p>
<p>Na entrada da cidade, tirei foto de um tanque de guerra e entrei em direção ao centro. Logo que entrei, 5 minutos depois, vi uma construção na frente de uma casa e as pessoas da casa estavam lá, olhando o serviço do povo. Passei um pouco essa construção e vi, no mesmo terreno, um trailler e um gramado gigante. Pensei, porque não perguntar se posso acampar alí no jardim… Pois bem, fui muito bem recebido e passei o resto da noite conversando com os donos da casa (ESQUECI O NOME DO CASAL E DA FILHA E GENRO). Passou o tempo e eu não havia cozinhado a janta. Já estava escuro e a garoa persistia. O casal me mostrou um banheiro do lado de fora da casa, e um lugar para eu recarregar o laptop. Perfeito.</p>
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		<title>15/Julho - Dia 64 – North Bay a Dois Rivieres</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 64 – North Bay a Dois Rivieres
Distância: 109,00km
Dist. Acum.: 5254,00 km
Essa madrugada foi meio tensa e não consegui dormir direito. Minha barraca estava atras da mesa de pique-nique e perto de um lixo. Durante a noite um guaxinim veio assaltar o lixo e começou a fazer barulho. Depois ele tentou abrir a mala do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 64 – North Bay a Dois Rivieres<br />
Distância: 109,00km<br />
Dist. Acum.: 5254,00 km</p>
<p>Essa madrugada foi meio tensa e não consegui dormir direito. Minha barraca estava atras da mesa de pique-nique e perto de um lixo. Durante a noite um guaxinim veio assaltar o lixo e começou a fazer barulho. Depois ele tentou abrir a mala do Karl que estava cheia de comida. Eu só ouvi o barulho e pensei que pudesse ser um animal maior, tipo um urso. Meu coração disparou e eu pensei: danou-se. Peguei a lanterna e sai da barraca para ver o que estava acontecendo. O gaxinim estava lá me olhando, na maior cara de pau, como se eu estivesse atrapalhando o lanche dele. Joguei um galho nele e ele saiu correndo. 10 minutos depois ele voltou e me acordou denovo. E assim foi mais umas 5 vezes, até que eu sai correndo atras do bicho e ele saiu num pinote tão assustado que nunca mais voltou.</p>
<p>Sete horas da manhã e um cara começou a ligar um dos barcos. Um baruho terrível de motor for a d’água. Acho que estava com algum problema e estavam tentando arrumar. Mas poxa vida, as sete da manhã?? Tenha dó. Acordei, mesmo querendo dormir mais. Não tinha como ficar acordado com aquele cara testando o motor. Levantei e começei a fazer o café da manhã. Enquanto fazia a aveia com granola, cereal e banana, fui arrumando as coisas.</p>
<p>Quando eu arrumei as coisas, o Karl levantou e começou a fazer o café dele. Deu mais um tempinho e ele foi acordar a Amy. Todos arrumando as coisas e o John chegou para ver nossas bicicletas e equipamentos. Ele começou lá com o casal e eu fui comendo meu café. Depois ele veio falar comigo e eu já estava quase pronto. Lavei a louça e ele nos mostrou como fazia para voltar para a estrada 17 novamente, por um caminho melhor do que o que fizemos ontem. Explicando, ele decidiu nos acompanhar de bicicleta e disse que nós haviamos inspirado ele a voltar a fazer esse tipo de viagem. Segundo ele, tinha parado por causa da idade e porque em Toronto, cidade que morava, ele não gostava de pedalar no meio da poluição. (acho que ele não conhece são paulo).</p>
<p>Seguimos pedalando e eu ainda me sentia fraco, pois não havia descançado direito. Comi um amendoim sentado num posto, 17kms longe do camping. Na sequência vieram várias subidinhas que me faziam ficar longe do casal. Eu estava realmente cansado e preciso de um dia de descanço logo mais. Estamos chegando em Ottawa, são só mais 3 ou 4 dias, e assim eu vou poder descançar tranquilo. Se bem que se eu achar um lugar bacana no meio do caminho, é capaz de eu fazer um dia de descanço.</p>
<p>Quando já haviamos pedalado quase 40kms paramos para fazer o segundo café da manhã (na hora do almoço). Comi aquele omelete animal, cafézinho, torrada. Fiquei cheio. Tinha muita comida. Aproveitei para comprar um doce, caso precisasse de energia durante o percurso.</p>
<p>O sol estava de rachar hoje. O dia todo. Sem nenhuma nuvem no céu. E isso fez meu batimento cardíaco ir lá pra cima quando escalavamos as subidas. Fora que estava suando como há tempos não suava. Tenso.<br />
Chegamos numa vila e o Karl queria passar no banco e comprar algo no mercadinho. Enquanto ele foi ao banco eu conversava com um cara na rua. Meio louco e sem noção. Ele queria me convencer que a lei estava errada e que é mais seguro pedalar do lado contrário da rua, pois o ciclista poderia ver os caminhões e desviar. (Bom, é por isso que usamos retrovisor). Ele falou que as vezes os caminhões não tem espaço para desviar dos ciclistas e não deveriam gastar freio e gasolina, os ciclistas que deveriam desviar. Ele disse que os ciclistas acham que são carros e não desviam dos caminhões. (ué, se o cara tá vendo a bicicleta lá de longe, porque ele já não começa a reduzir a velocidade?). Ele me deu um exemplo interessante, em Sudbury, há pouco tempo atras 3 crianças de bicicleta foram atropeladas por um carro e morreram. As crianças estavam do lado correto, seguindo o fluxo do trânsito e foram atropeladas. O cara tava bêbado, mas se as crianças tivessem visto o carro, poderiam ter desviado. (ai eu dei risada e falei pra ele: se o cara não tivesse bêbado, ele não teria acertado as crianças.). Aqui, 99,9% dos caminhões e carros respeitam muito os ciclistas e vão pro meio da pista para não ter o risco de que aconteça algo com a gente. Isso faz toda a diferença.</p>
<p>Bom, seguimos e fomos no mercadinho. Eles entraram e eu sentei do lado da bike. Capotei. Dormi por uns 15 minutos ouvindo um som. Quando acordei eles já estavam prontos para continuar. Ao sair do mercadinho, o Karl teve um pneu furado, que ele arrumou em 2 tempos. Seguimos e as subidas estavam cada vez mais inclinadas. Eu já estava cansado e já ultrapassávamos os 100kms do dia.</p>
<p>Finalmente achamos um camping numa cidade chamada Trois Riviere. Muito bacana o camping e tem uma vista sensacional. Os donos são holandeses e mudaram para cá com os 5 (cinco!!!) filhos. Cheguei, tomei um banho de piscina, tomei um banho de verdade e jantei. O Karl fez a janta e fez um pouco mais pra mim. Muito bacana da parte dele. Conversamos um pouquinho, tomei um suco e fui dormir, exausto.</p>
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		<title>14/Julho - Dia 63 – Sudburry a North Bay</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 63 – Sudburry a North Bay
Distância: 112,00km
Dist. Acum.: 5145,00 km
Dormi que nem criança, mas devia ter dormido mais. Começamos o dia meio tarde, pois estavamos bem cansados por causa de ontem. Enquanto eu arrumava as coisas, um rapaz que estava a caminho do chuveiro parou pra conversar comigo, pois ele tambem estava fazendo uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 63 – Sudburry a North Bay<br />
Distância: 112,00km<br />
Dist. Acum.: 5145,00 km</p>
<p>Dormi que nem criança, mas devia ter dormido mais. Começamos o dia meio tarde, pois estavamos bem cansados por causa de ontem. Enquanto eu arrumava as coisas, um rapaz que estava a caminho do chuveiro parou pra conversar comigo, pois ele tambem estava fazendo uma viagem de bicicleta, mas ele não tinha tanto tempo, apenas um mês. Conversamos um pouco, e na sequência já preparei o café da manhã. Comi, tirei uma soneca de 10 minutos para esperar o Karl e a Amy, que estavam acabando de se arrumar.</p>
<p>O começo da pedalada foi bem duro, eu não estava me sentindo com força suficiente para acompanhá-los. Dessa vez, quem foi liderando foi o Karl e ele pegou mais leve. Depois ele me contou que ontém foi um dia não-usual, pois Amy queria testar sua força, apesar dele falar para ela salvar energia. Foi um bom teste.</p>
<p>Bom, paramos uns 30 kms depois para comer amendoim e tomar um suco. Depois de mais um tempo, achamos um restaurante para comermos um omelete bem bacana, com batata, torrada e café. Comemos bastante no segundo café da manhã e já era hora do almoço. Ainda tinhamos quase 100 kms pela frente e o trecho tinha várias montanhas bacaninhas, que me fizeram suar a camisa, mesmo com o tempo nublado</p>
<p>A estrada é muito bonita e segue ao lado de vários rios, lagos e pantanos. Interessante, pena que o tempo não ajudou para tirar umas fotos. Aliás, estou tirando muita pouca foto por causa do tempo. Mas hoje eu tirei uma boa, era de uma fazenda de Flax, um grão que eles comem aqui, que tem a flor bem amarela, parece até que o sol está deixando tudo mais claro.</p>
<p>Seguimos e paramos no Tim Hortons para comer um Donut. Tomei um café com vanila muito bom. Eles gostam bastante desse Tim Hortons e sempre que dá acabam parando para comer um donut de 85 centavos. Açúcar nos dá energia para continuar a pedalada. Agora que estou pensando, faz tempo que não paro para um sorvete. Vou ver se amanhã acho algum lugar bacana. Ainda faltavam mais 40 kms para chegarmos em North Bay, e o camping que ficamos ficava há uns 10 kms fora do caminho da estrada. Tranquilo, quem pedala 140, pedala 150km.</p>
<p>O camping é muito legal e fica a beira de um rio. Espaçoso e com muito trailer e casas móveis. Na beira do rio, muitos barcos estacionados. Quase todos que estavam acampando ao nosso lado falavam francês. Já faz 2 dias que estou percebendo que as pessoas tem falado francês e inglês normalmente. Como estamos chegando mais perto da fronteira com Quebéc, o francês começa a ser mais usado. Uma pessoa que estava perto da nossa barraca não falava francês, John, australiano que está procurando casa para morar. Muita gente fica acampando enquanto procura casa, assim conseguem achar os melhores lugares e melhores preços, interessante. Já faz 2 dias que estou percebendo que as pessoas tem falado francês e inglês normalmente. Como estamos chegando mais perto da fronteira com Quebéc, o francês começa a ser mais usado.</p>
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		<title>13/Julho - Dia 62 – Massey a Sudburry</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 62 – Massey a Sudburry
Distância: 112,00km
Dist. Acum.: 4994,00 km
Acordei umas 7h e comecei a arrumar minhas coisas. Eu tinha feito uma zona e minhas coisas estavam todas espalhadas na barraca. Enquanto isso a Suzy foi arrumando as coisas dela rapidinho e o Karl e a Amy também já foram se agilizando. Enquanto eu preparava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 62 – Massey a Sudburry<br />
Distância: 112,00km<br />
Dist. Acum.: 4994,00 km</p>
<p>Acordei umas 7h e comecei a arrumar minhas coisas. Eu tinha feito uma zona e minhas coisas estavam todas espalhadas na barraca. Enquanto isso a Suzy foi arrumando as coisas dela rapidinho e o Karl e a Amy também já foram se agilizando. Enquanto eu preparava café da manhã, a Suzy foi embora, para procurar um restaurante para tomar café. O Karl fez aveia com um monte de coisa para ele e pra namorada. Eles são vegetarianos e comem um monte de coisa diferente. Bem bacana e saudável.</p>
<p>Seguimos o pedal bem forte e pedalamos uns 30 kms até achar o restaurante mais próximo, onde a Suzy estava comendo. Nesse trecho seguimos direto entre 35 e 40km/h e quem estava puxando era a Amy. Foi sem noção. Nunca pedalei tão forte por tanto tempo (ainda estávamos no começo do dia…)</p>
<p>Chegando na cidade de Espanola, a Suzy se separa e segue para o sul. Ela vai em direção ao sul de Ontário, pelas ilhas. O trecho tem muito mais cenário, mas é uns 500kms mais longo. Depois de nos despedirmos, paramos no Tim Horton e paramos para comer um Donuts. Mas depois, seguimos e seguimos forte demais. Mantivemos 26km/h de média e o trecho tinha algumas (várias) subidinhas bacanas. Fazia tempo que eu não suava tanto. Minha perna queimava na subida e na descida, pois eles pedalavam mais forte ainda na descida. Chegamos no camping acabados. Até o Karl estava acabado, pois a Amy puxou muito forte o dia todo. Ela queria queimar os Donuts. Hehehe.</p>
<p>Tinha internet no camping e aproveitei para conversar com o povo. Fiz jantar. Tomei banho. Falei com a Pati. Dormi Tarde.</p>
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		<item>
		<title>12/Julho - Dia 61 – Thessalon a Massey</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 61 – Thessalon a Massey
Distância: 127,00km
Dist. Acum.: 4882,00 km
Acordei as 7h e comecei a arrumar as coisas dentro da barraca. Essa noite choveu muito e o chão da minha barraca estava muito húmido. Acabei descobrindo que a lona que eu coloquei embaixo da barraca juntou a água da chuva e enxarcou o chão. Quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 61 – Thessalon a Massey<br />
Distância: 127,00km<br />
Dist. Acum.: 4882,00 km</p>
<p>Acordei as 7h e comecei a arrumar as coisas dentro da barraca. Essa noite choveu muito e o chão da minha barraca estava muito húmido. Acabei descobrindo que a lona que eu coloquei embaixo da barraca juntou a água da chuva e enxarcou o chão. Quase uma piscina entre a lona e a barraca.</p>
<p>Comecei a tirar tudo e colocar no sol para secar e o pessoal acordou e já foi se agilizando. O Carl foi fazendo o café da manhã enquanto a Amy arrumava as coisas na barraca. A Suzi juntou todas as coisas e foi tomar café da manhã na estrada. Eu e o casal ficamos prontos na mesma hora e seguimos. O vento estava a favor e a gente pedalou muito forte, entre 30 e 40km/h. por mais de meia hora. Sensacional, parecia que eu tava com minha speed. Quando encontramos o restaurante, tomamos outro café da manhã para acompanhar a Suzi, que estava quase terminando. Foi bom para dar uma reforçada.</p>
<p>Estavamos pedalando muito bem todos os 4 e eu lembrei que eu precisava tirar dinheiro no banco e comprar algumas coisas que eu não tinha, tipo arroz, óleo, sal. Coisas que o Nelson carregava e eu não precisava me preocupar. Passamos por uma cidade que tinha dois bancos, mas acabei deixando pra lá, pois na cidade que iriamos pernoitar era relativamente grande e provavelmente teria um banco.</p>
<p>Paramos num centro de informações turísticas, onde eu peguei um mapa novo (o outro estava com o Nelson) e encontramos Ivan, canadense de Quebéc. Ele estava tirando um cochilo no banco quando chegamos. Almocei cenoura, maçã, barra de cereal e batata. Nada muito pesado, mas sustentou. Depois do almoço, Ivan se juntou a nós e pedalavamos em 5. Foi bem bacana. Todo mundo no mesmo ritmo, um atras do outro.</p>
<p>Chegando na cidade, fiz compras no mercado, passei no banco pra tirar dinheiro, enquanto isso o Ivan seguiu em frente até a cidade de Espanola. O Carl deu a idéia de comprar um vinho para tomarmos, já que estavamos em 4 pessoas e seria a dose ideal para tomar uma garrafa de vinho. Fomos para o camping, montei a barraca e depois a gente foi tomar um banho de cachoeira. Esse camping provincial é sensacional e tem uma ótima estrutura.</p>
<p>Depois do banho cozinhei uma macarronada, comi uma fruta e fui dormir.</p>
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		<title>11/Julho - Dia 60 – Sault Ste Marie a Thessalon</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 60 – Sault Ste Marie a Thessalon
Distância: 112,50km
Dist. Acum.: 4745,00 km
Quando eu acordei foi a mesma história de ontem. O Nelson já estava quase pronto e não parecia querer compania. Perguntei porque ele não iria tomar café da manhã, ele resmungou algo que eu não lembro e saiu pedalando. Eu continuei no meu ritmo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 60 – Sault Ste Marie a Thessalon<br />
Distância: 112,50km<br />
Dist. Acum.: 4745,00 km</p>
<p>Quando eu acordei foi a mesma história de ontem. O Nelson já estava quase pronto e não parecia querer compania. Perguntei porque ele não iria tomar café da manhã, ele resmungou algo que eu não lembro e saiu pedalando. Eu continuei no meu ritmo, fiz meu café da manhã, assinei o livro de visitantes da bicicletaria e parti uns 40 minutos depois.</p>
<p>Logo que eu comecei a pedalar começou a chover bem forte, foi uma tempestade rápida até. Demorei uns 20 km pra sair da cidade e fui tirando o casaco, a calça parei pra encher um pouco o pneu, pra comer uma barra de cereal. Apesar de todas as paradas, eu pedalava forte pois tinha tomado um café da manhã bem reforçado. Eu não sabia ao certo até onde que eu iria pedalar hoje, só sabis que Thessalon fica há uns 100 e poucos km de onde eu estava.</p>
<p>Dado um certo momento a estrada 17 e a 17B se juntam e eu encontrei um casal canadense Carl e Amy Duda e a Suzi, britânica. Conversamos um pouquinho e seguimos pedalando juntos. Eles pedalam bem forte e eu suei a camisa para acompanhá-los. Enquando eu e o Nelson faziamos 21km/h de média, eles fazem 26km/h fácil. Isso quer dizer que na média eu tive que pedalar 25% mais rápido do que eu estou acostumado. (papo de engenheiro, né? Muito número.. hehe).</p>
<p>Pedalavamos bem e eu estava começando a ficar com fome. Pouco antes da cidade eu tinha planejado almoçar, encontrei o Nelson comendo batatinha na beira da estrada. Convidei-o para almoçar conosco, mas ele não quis. Seguimos. Parei na cidade, tomei um sorvete animal. Nessa o Nelson chegou, comprimentou todo mundo e foi embora. Perguntei até que cidade ele iria hoje e ele me respondeu que não sabia e que a gente era muito mais rápido que ele, por isso nos encontrariamos no caminho.</p>
<p>Depois do sorvete eu fui num restaurante comer um sandwiche e salada. Bom e rápido. O pessoal que eu estou acompanhando hoje comeu uns amendoins e nozes. Eles comem muito bem no café da manhã e janta e acabam comendo pouco ao longo do dia. Acabei meu lanche e seguimos juntos. Mesmo ritmo, forte.</p>
<p>Chegando em Thessalon, entramos na cidade para comprar algumas coisas no mercado e seguimos em frente. 9 km para frente havia um camping na beira do lago e acabamos ficando por lá mesmo. Banheiro perfeito e grande demais, lago quentinho, mas muitos pernilongos. Cozinhei um macarrão, comi um monte de cenoura e fomos tomar uma cerveja no restaurante do bar para dormir mais relaxados.</p>
<p>Pouco antes de dormir, começaram uns raios e trovões muito fortes e eu dormi.</p>
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		<title>10/Julho - Dia 59 – Goulais River a Sault Ste Marie</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 59 – Goulais River a Sault Ste Marie
Distância: 40,50km
Dist. Acum.: 4627,50 km
Quando acordei o Nelson já tinha arrumado quase tudo. Olhei no relógio e percebi que não estava atrasado, eram 6h30. Comecei a arrumar tudo e pedi um favor para o companheiro, que me negou. Fiquei desapontado, falei umas besteiras e continuei arrumando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 59 – Goulais River a Sault Ste Marie<br />
Distância: 40,50km<br />
Dist. Acum.: 4627,50 km</p>
<p>Quando acordei o Nelson já tinha arrumado quase tudo. Olhei no relógio e percebi que não estava atrasado, eram 6h30. Comecei a arrumar tudo e pedi um favor para o companheiro, que me negou. Fiquei desapontado, falei umas besteiras e continuei arrumando as coisas. Quando acabei, o ele já não estava mais lá. Como não havia tomado café da manhã, segui para o posto para usar o banheiro e tomar um café, mas sem sinal do companheiro. Acho que demorou 1 hora mais ou menos entre a hora que ele e eu começamos a pedalar. A partir desse ponto achei que não o veria mais na viagem. Me preparei psicologicamente para seguir sozinho.</p>
<p>Dado o fato que seria cada um por si, segui no meu ritmo e pedalei forte. Seriam só 30 km até a cidade e mais um pouco para conhecer a cidade mesmo. Chegando em Sault, pedi informação para uma senhora na rua. Ficamos conversando uma meia hora sobre diversos assuntos. Adoro conversar com pessoas desconhecidas que podem e querem agregar algo pra sua vida. Depois de conversar com a senhora, passei numa loja de fotografia e comprei um tripé, que estava fazendo falta, já que não teria mais as fotos do Nelson, que gosta de tirar fotos de ação do dia a dia.</p>
<p>Depois da compra segui para a bicicletaria que me indicaram. Ao chegar na bicicletaria, o Nelson estava lá, com o mecânico arrumando a bicicleta. Doce coincidência. Ele quis me mostrar dar lição de moral. Eu ouvi, mas falei o que precisava falar. Que ele tem que aprender a trabalhar em equipe e parar de ficar testando os limites das pessoas. Enfim, almoçamos num chinês mais ou menos e passamos no escritório do Rotary, que coincidentemente é do lado do china. Muito bem. A moça do Rotary, que eu esqueci o nome, comentou que uma bicicletaria chamada Vél tem um camping gratuito para viajantes como nós.</p>
<p>Como ainda era cedo, fui passear na orla do rio, divisa com os estados unidos. Tirei umas fotos lá e o Nelson disse que estava indo para a biblioteca próximo de onde estavamos. No caminho, fui tirando umas fotos e pedalando, quando um senhor muito simpático me parou e fez umas perguntas muito interessantes sobre minha viagem. Fiquei conversando com ele uns 10 minutos. Foi bom para dessestressar a mente (que já deveria estar relaxada).</p>
<p>Segui para a biblioteca, carreguei meu computador, respondi uns e-mails e tentei atualizar o site, que estava fora do ar. Não sei porque as vezes o site não funciona. Devo ter ficado lá uns 40 minutos e seguimos para esse camping da bicicletaria. Chegando lá, fomos muito bem recebidos pelos atendentes da loja e quando dissemos que eramos viajantes, eles nos ofereceram o camping na hora e nos mostraram o código da porta que abre o banheiro com chuveiro. Perfeito.</p>
<p>Fiquei um tempão conversando com o pessoal da loja e um dos donos chegou. Um senhor alemão que construia bicicletas e as vezes ainda constroi. Comecei a conversar com ele e ele me deu uma lição de vida. É impressionante como tem gente que agrega valor as coisas que fala, a maneira como age e na maneira como pensa. (= coerência). Ele me ensinou bastante também sobre cicloturismo e me disse que não devemos fazer cicloturismo para nos massacrar, e sim para curtir cada segundo. Não importa o destino, mas a viagem.</p>
<p>Ian arrumou meu bagageiro logo depois de eu tomar um banho. Ele colocou vários pontos de solda em todas as juntas e ficou perfeito. Ficamos conversando, eu, ele e a esposa.</p>
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		<title>9/Julho - Dia 58 – Montreal River a Goulais River</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>L.Felipe</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Preparativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 58 – Montreal River a Goulais River
Distância: 98,50km
Dist. Acum.: 4587,00 km
O Nelson acordou junto com as galinhas, pra variar. E eu acordei na sequência e logo a Maria desceu para fazer um café da manhã. Nós fizemos um cereal quente, ela fez ovos e bacon, torradas, café, chá, 3 frutas e uma infinidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 58 – Montreal River a Goulais River<br />
Distância: 98,50km<br />
Dist. Acum.: 4587,00 km</p>
<p>O Nelson acordou junto com as galinhas, pra variar. E eu acordei na sequência e logo a Maria desceu para fazer um café da manhã. Nós fizemos um cereal quente, ela fez ovos e bacon, torradas, café, chá, 3 frutas e uma infinidade de comida. Larry havia acordado meio mal do estômago e não se sentia muito bem. Comemos bastante e Maria nos levou devolta a lojinha na beira da estrada para pegar as bicicletas.</p>
<p>Seguimos nosso caminho e isso já eram umas 10h00. O vento nos ajudou bastante e em 2h20 pedalamos 46kms. Encontramos uma reserva indígena com uma área de descanço com aquelas mesas que a gente tanto gosta. Comemos alí e na sequência demos uma cochilada. Cada um num banco da mesa. Dormimos por 2h30. ???? Pois é, e se eu pudesse acho que dormia mais. Estou cansado, fazem 11 dias que nós não paramos para descançar a musculatura.</p>
<p>Nessa reserva indígena tem uma loja bem grande de artesanato e vendem umas coisas de muito bom gosto e baratas. Tem até pele de lobo, urso, roupa nativa, muita escultura em madeira e umas caixas de madeira muito bacanas. Se eu pudesse, gastava uma grana alí, mas infelizmente não tenho onde por. Pensei em colocar um chifre de alce na minha bicicleta, mas ia ficar meio estranho. Hahaha.</p>
<p>Seguimos em frente e eu não estava mais no embalo de pedalar. Chegamos numa parte muito bonita e margeava o lago por muitos kms, cheio de casa de veraneio na frente do lago, mas não eram tão privados quanto a casa do Larry e da Maria. Pensei que poderiamos acampar por alí, assim eu poderia dar um mergulho no lago já que o sol se põe tarde. Nada, o Nelson não estava afim de parar pra nada. Acho que por ele ele só pedala, come e dorme. Eu prefiro aproveitar um pouco os recursos, mas não tá rolando.</p>
<p>Quando foi 19h20 encontramos um posto com uma loja bem completa e 24h. Pensei que era uma boa idéia acampar alí, pois se precisassemos de algo, poderiamos comprar no posto. Paramos e eu fui conversar com a dona do lugar. Ela não quis que acampassemos no quintal dela pois tinha algo na grama que eu não entendi, mas tudo bem. Jantamos alí no posto, numas mesas bacanas e a dona do posto comentou que logo do outro lado da rua teria um lugar bacana para acampar, se quisessemos. Seguimos para esse lugar e comentamos de usar o banheiro da loja no dia seguinte.</p>
<p>Chegamos numa rua onde tinham várias (3) casas. Paramos na primeira e batemos na porta. Ninguém atendeu. Bati denovo e nada. O Nelson então decidiu que deveriamos acmapar alí perto da casa pois quando a pessoa da casa chegar ela não poderia negar nossa visita. Doce engano. Quando a dona da casa viu ela nos botou pra correr. Eu fiquei desconfiado da atitude dela, pois ela não quis nem ouvir direito o que eu tinha pra falat. Eis que eu vejo uma bandeira dos EUA na porta da casa dela. Tentamos a casa da frente e o dono da casa (que não se apresentou, mesmo eu perguntando o nome dele várias vezes) deixou que acampassemos no jardim dele.</p>
<p>Arrumei a barraca e coloquei um anti mosquito na porta antes de dormir.</p>
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